Ok, a gente precisa começar por algum lugar… e não tem como escapar de começar pelo gosto pessoal. Na impressionante produção cinematográfica que completa 30 anos este ano, hoje entram em destaque alguns dos meus filmes preferidos – de todos os tempos.

Vamos começar pelo “cinema sério”? O melhor filme de 1987, na minha opinião, é uma escolha fácil: Asas do Desejo, pura poesia assinada pelo alemão Wim Wenders. O filme, estrelado por Bruno Ganz, Otto Sander e o “Columbo” Peter Falk conta a história de um anjo que deseja se tornar humano, quando se apaixona por uma mortal. O ritmo talvez não seja para todos – especialmente para quem se alimentou desde criancinha com o cinema mais contemporâneo e sua velocidade de videoclipe… Mas talvez seja o filme mais bonito de todos os tempos.

Rendeu uma continuação à altura, Tão Longe, Tão Perto, em 1993… e uma versão norte-americana que transformou a poesia em pipoca, Cidade dos Anjos (com Meg Ryan e Nicolas Cage, de 1998), uma decepção para apaixonados pelo filme original.

Também profundamente poético, meu segundo filme preferido de 1987 é praticamente uma pérola esquecida, injustamente: Bagdad Café, do também diretor alemão Percy Adlon. Impossível não se apaixonar por Marianne Sägebrecht, a atriz que vive a esposa abandonada em um café à beira de uma estrada – e que ali mesmo reconstrói sua vida. A música tema é inesquecível.

Quer mais poesia? É o que também temos, em uma versão mais pop, em Feitiço do Tempo, talvez o melhor filme estrelado por Cher (e também por Nicolas Cage) e que levou 3 estatuetas do Oscar no ano seguinte: de melhor atriz, melhor atriz coadjuvante (para Olympia Dukakis) e roteiro original.

 

O ano tem muito mais filmes “sérios” para destacar, chegaremos neles na próxima semana. Mas é irresistível colocar no mesmo patamar de importância aqueles clássicos da Sessão da Tarde que ficaram tatuados em nossos corações.

Como não destacar Dirty Dancing? Filme da vida de Jennifer Grey e um dos mais lembrados da carreira de Patrick Swayze, o musical nostálgico é daquele tipo de história que a gente pode ver e rever todos os anos, sem perder a graça e a magia. Sempre esperando para falar junto com o ator que “nobody puts Baby in the corner“. Impossível não amar.

Super Sessão da Tarde – e bem esquecidinho, outro preferido é Alguém Muito Especial, mais conhecido, nas internas, como o “filme da baterista”. Uma comédia romântica teen sem maiores consequências, fofinha e com final feliz. Irresistível, ainda mais que tem roteiro assinado pelo saudoso especialista John Hughes e é estrelado pelo triângulo Eric Stolz, Mary Stuart Masterson (que estouraria alguns anos depois com Tomates Verdes Fritos) e Lea Thompson, a mãe de Marty McFly.

Antes que os meninos torçam o nariz, a gente fecha a trinca de filmes Sessão da Tarde com um mais… sangrento. Os Garotos Perdidos – dirigido por outro especialista na área, Joel Schumacher. O elenco é quase impossível: Kiefer Sutherland, Jason Patric, os dois Corey, Haim e Feldman, Dianne Wiest. A trilha, calcada em The Doors, toca automaticamente na cabeça, só de lembrar do filme.

 

E é assim que a gente deixa de fora, para a próxima semana, o ganhador do Oscar de Melhor filme, da safra 1987. Você consegue lembrar qual foi, sem pedir ajuda para o Google?

Ok, a gente precisa começar por algum lugar… e não tem como escapar de começar pelo gosto pessoal. Na impressionante produção cinematográfica que completa 30 anos este ano, hoje entram
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