Ademir Moraes relembra histórias dos seus 25 anos na organização da Fenarreco

Turismólogo prepara livro que contará sua trajetória na organização da festa

Ademir Moraes relembra histórias dos seus 25 anos na organização da Fenarreco

Turismólogo prepara livro que contará sua trajetória na organização da festa

Há 25 anos à frente da área de promoção e divulgação da Festa Nacional do Marreco, a Fenarreco, Ademir Moraes pensa em, no próximo ano, se dedicar a escrever um livro para contar toda sua trajetória neste período, curiosidades e histórias peculiares vividas nos bastidores da festa.

Foi em maio de 1992 quando ele se tornou servidor público efetivo na Secretaria de Turismo e assumiu a função de organizar a festa que tornaria Brusque reconhecida nacionalmente.

Nos sete primeiros anos da Fenarreco, mesmo não estando envolvido diretamente, Moraes já acompanhava bem de perto. “Eu participo da festa desde a primeira edição, quando começou no Clube de Caça e Tiro Araúja Brusque”. Ele, inclusive, acompanhou toda a transição da sede do evento, quando migrou para o pavilhão Maria Celina Vidotto Imhof, que ainda estava em construção.

Moraes avalia que a Fenarreco conquistou um espaço muito importante, pois lembra que no começo, quando saía para divulgar a festa, tinha duas grandes dificuldades. A primeira era identificar onde ficava a cidade de Brusque. “Precisávamos criar uma referência, dizer que era perto de Blumenau, onde tem a Oktoberfest”.

A outra dificuldade enfrentada era a falta de recursos para divulgação. “Chegamos a viajar em cinco em um carro sem ar-condicionado até Porto Alegre (RS) para divulgar a festa. Íamos e voltávamos no mesmo dia, porque não tinha nem dinheiro para hospedagem”.

Durante todo esse período trabalhando em prol da Fenarreco, Moraes revela que já pensou em desistir em diversas oportunidades. “Já tive muita dificuldade de apoio da iniciativa privada que não investia na festa e, então, tinha um sonho e não conseguia realizar, por falta de incentivo. Isso frustrava demais”.

Porém, em um trabalho de muita perseverança, Moraes, junto com sua equipe, conseguiu mostrar e convencer que era benéfico investir na festa e hoje a realidade é diferente.

Após alguns anos atuando na área do turismo, Moraes sentiu a necessidade de se profissionalizar. Por isso, ingressou no curso de Turismo e Hotelaria, na Univali campus Balneário Camboriú, formando-se em 2006. “Percebia que somente com amor e dedicação não conseguia fazer um trabalho profissional. Com a formação, passei a entender a linguagem oficial do turismo e passei a atuar de maneira mais intensa”, conta.

Nesses 25 anos, o turismólogo já trabalhou ao lado de diversos secretários e prefeitos de diversas siglas partidárias, mas sempre buscou manter amizade com todos, para realizar seu trabalho da melhor maneira possível.

“Nunca enfrentei nenhum problema com eles e sou grato a todos pois me permitiram continuar fazendo meu trabalho. Alguns secretários que passaram não tinham conhecimento na área e eu sempre me dispus a ajudar e ensinar”, conta.

Motivo de orgulho
Ao avaliar sua trajetória à frente da organização da Fenarreco, Moraes afirma que o evento traz muitas alegrias, pois percebe que está no caminho certo. “Todos os anos precisamos inovar para deixar a festa sempre atrativa. É um evento que gera 300 empregos diretos, além de toda a economia que gira no município, nos hotéis, costureiras”.

Organizar a festa, segundo Moraes, é uma tarefa que inicia muito tempo antes. “Enquanto muitos já estão se despedindo da Fenarreco 2017, eu já estou programando a de 2018. No domingo, 15, quando escolhemos a nova realeza, estamos já preparando a nova equipe para a próxima edição”, explica.

Após todo trabalho e tempo dedicado ao evento, Moraes diz que conseguiu tornar a festa referência do município em vários lugares. “Quando falamos no nome de Brusque, as pessoas já lembram da Fenarreco”, diz.

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