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Sérgio Sebold

Economista e professor independente - sergiosebold@omunicipio.com.br

A decadência do Islã

Sérgio Sebold

Economista e professor independente - sergiosebold@omunicipio.com.br

A decadência do Islã

Sérgio Sebold

Recebi um artigo que trata sobre o crescimento inesperado do cristianismo no Irã, terra dos Aiatolás, mesmo com toda a perseguição fundamentalista. Havia certo consenso de que com assunção do Aiatolá Khomeini em 1979, até então exilado em Paris, o cristianismo seria varrido daquele mapa da Ásia.

Poucos sabem que aquele país começou respirar progresso e modernização com o príncipe Pahlavi. Diante das dificuldades de impor uma cultura mais ocidental e das reações religiosas do Islã, seu governo assumiu uma postura ditatorial, acabou destronado pela revolta dos Aiatolás. Os frutos do período Pahlavi estão começando se sentir quando o Irã introduziu uma política de alfabetização em massa. Isto levou a sociedade ter mais espírito crítico.

O mesmo fenômeno se observa na Índia, na África, na China, onde legiões estão aderindo à doutrina cristã, uma vez que as manifestações religiosas tradicionais, não mais oferecem suporte e substância da verdade exigida por um povo cada vez mais informado e informatizado; quanto mais a sociedade for alfabetizada, maior será a percepção de que estão em contradição com a história e com a verdade, segundo a visão cristã. Vão exigir por sua vez, maior liberdade de pensar e escolha, mais democracia, menos teocracia.

Quando Khomeini assumiu o poder no Irã, procurou reverter o processo religioso para as tradições conservadoras do islã. Mas as coisas não foram bem assim. Surpreendentemente as conversões ao cristianismo vêm crescendo de maneira inesperada, conforme o site:  “Religión en Libertad”; num regime de perseguição lideres religiosos cristãos são presos, encarcerados e torturados, porque são seguidores de Cristo. Por sua vez, os conversos ao cristianismo são considerados traidores do país e do Islamismo, considerado como crime, passível de execução sumária.

A presença cristã naquele país era minúscula antes da chamada Revolução Islâmica. A tônica do discurso era de que o país estava se ocidentalizando levando o veneno da decadência da civilização ocidental. Segundo aquele site o cristianismo está crescendo mais rápido do que qualquer outra parte do mundo em 19,6% ao ano; demograficamente se deduz que está havendo adesões de outras religiões. Pelo lado inverso está havendo uma evasão no número de iranianos que frequentam as mesquitas, reconhecida pelas próprias autoridades do país.

O crescimento do cristianismo naquele país é decorrente da erosão dos crentes islâmicos e outras confissões. A imposição de uma fé pelo medo e pela força da cimitarra não pega mais. A sociedade humana já tem um caldo de informações por força da globalização e a oportunidade de conhecimento de outras culturas, permitidas pela tecnologia (Televisão, Celulares, Internet), sem contar com os confortos materiais produzidos no ocidente.

Para nós cristãos cada gota derramada pelo martírio é a semente de novos cristãos que surgirão.

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