Outrora o maior setor econômico de Botuverá, respondendo por boa parte do Produto Interno Bruto (PIB), a indústria de mineração foi superada, nos últimos anos, pela têxtil.

Entretanto, ainda mantém uma base forte que é responsável, direta e indiretamente, por movimentar a economia do município.

Na mineradora Calwer, por exemplo, são 80 funcionários na matriz e mais dez na filial que a empresa possui em Lages, na Serra catarinense.

Há ainda toda a cadeia de empregos indiretos gerada pela empresa, principalmente para motoristas de clientes que diariamente estacionam para carga e descarga.

José Manoel Werner, administrador da Calwer, calcula que são cerca de 300 empregos indiretos que a cadeia de transporte e compra dos produtos oriundos de minérios representa no município.

A Mineração Rio do Ouro, por sua vez, emprega 110 funcionários em sua matriz em Botuverá, e mais 30 empregados na filial, em Vidal Ramos.

Eduardo Barni, administrador da mineradora, afirma que a empresa movimenta boa parte da economia botuveraense, porque a maior parte dos trabalhadores são pais de família, que possuem em média mais três ou quatro pessoas que dependem de sua renda mensal.

“Todos têm famílias, a maioria tem dois filhos. Direta e indiretamente, as duas empresas significam muito para a economia do município”, avalia.

Barni afirma que, embora a indústria têxtil tenha um movimento econômico maior, “a atividade de mineração é imprescindível” para Botuverá.

Werner, da Calwer, destaca o papel que, juntas, as duas empresas representam para o município.

“Nós e a Calcário Botuverá empregamos quase 300 funcionários, numa cidade de menos de 6 mil habitantes, são 5% dos habitantes”.

Depois do setor têxtil, do de mineração é o que mais movimenta a economia botuveraense; juntas, as duas empresas geram quase 300 empregos | Foto: Felipe Cavichioli

A entrada no PIB

Segundo informa a Prefeitura de Botuverá, até a década de 1970 a economia do município era ancorada na produção de fumo e exploração de madeira.

Nos anos 1980, com a proibição da extração da madeira, o município sofreu um forte impacto na economia, que passou a estagnar, com tendências à desaceleração.

Na metade dos anos 1980, quando a indústria de mineração começou a se instalar, sua estrutura era diminuta e ainda não conseguia causar impacto econômico e social no município.

A partir dessa época, a cidade passou a adotar uma política de incentivos fiscais, os quais serviriam, em tese, para alavancar os setores industriais.

Segundo dados da prefeitura, o PIB evoluiu de R$ 4 milhões para R$ 12 milhões entre as décadas de 1990 e 2000.

O poder público municipal destaca que, junto ao setor têxtil, a indústria de mineração, principalmente na comercialização do calcário para correção de solo, e da industrialização da pedra calcária para fins comerciais, teve um crescimento acentuado neste período.

Os dados mais recentes, atualizados até 2013 pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), demonstram que, entre os 20 grupos de atividades econômicas mais expressivas do município, a atividade de extração mineral ocupa a segunda posição, logo após os serviços de fiação e fibras têxteis.

O prefeito de Botuverá, José Luiz Colombi, o Nene, destaca a importância do setor para a economia botuveraense.

“Eles produzem hoje, além do calcário, muitos outros produtos. Estão no topo no retorno de ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias] para o município. É primordial a permanência deles e devemos apoiá-los”, afirma.

 

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