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José Francisco dos Santos

Mestre e doutor em Filosofia pela PUC/SP, é professor na Faculdade São Luiz e Unifebe, em Brusque e Faculdade Sinergia, em Navegantes/SC e funcionário do TJSC, lotado no Forum de Itajaí/SC.

A loucura exposta

José Francisco dos Santos

Mestre e doutor em Filosofia pela PUC/SP, é professor na Faculdade São Luiz e Unifebe, em Brusque e Faculdade Sinergia, em Navegantes/SC e funcionário do TJSC, lotado no Forum de Itajaí/SC.

A loucura exposta

José Francisco dos Santos

No artigo da semana passada, comentei acerca da loucura que contaminou nossa cultura nos últimos tempos, indicando os caminhos que nortearam essa tal “contracultura”. Nosso dia a dia está repleto de bizarrice, desde a pobreza artística e a malícia intencional das músicas de sucesso aos folhetins televisivos. Mas a exposição que aconteceu em Porto Alegre, chamada de “Queermuseum”, mostrou que essa tendência ao bizarro e à sandice não tem mesmo limites. Na exposição havia imagens de Jesus satirizado na cruz, ao lado do cartaz de um pênis exposto, hóstias (que representam o que há de mais sagrado para os católicos) com os dizeres “vagina” e “língua” e uma criança com a frase “criança viada”, além de um homem penetrando uma ovelha que é segurada por uma mulher. Para começo de conversa, há crime aí. O artigo 208 do Código Penal tipifica como crime “vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”. O crime é claro e, antes que manifestantes fossem lá pressionar para fechar aquela “arte” de araque, o Ministério Público, a OAB e o Judiciário deveriam ter feito o que lhes compete. Não se trata de interpretação: o ato criminoso está claramente definido na lei.

Experimente, você, leitor, destratar ou fazer alguma sátira dos comportamentos sexuais alternativos que pululam por aí. Será imediatamente enquadrado por homofobia, discriminação, por incitar o ódio. Mas quanto se trata das manifestações da tal “contracultura”, tudo é permitido, até mesmo a violação clara da lei. Tudo com as bênçãos da grande imprensa e de setores da sociedade já cooptados para essa finalidade. Diante da pressão e da propaganda negativa, o banco patrocinador fechou a mostra, sob protestos intensos dos que reclamam de censura à “arte” e à livre expressão. A coluna “Beltranas”, deste jornal, afirmou que “um grupo de direita” pressionou para o fechamento. Aproveito para responder à colega “Beltrana” que esse grupo de direita, do qual orgulhosamente faço parte, é a imensa maioria da população brasileira, que professa a religião cristã ou que, pelo menos, ainda tem um pouco de vergonha na cara. Aliás, a exposição levou R$ 800 mil da Lei Rouanet, ou seja, dinheiro público!

Quem quiser fazer suruba com animais na sua vida privada, que o faça. Não tenho nada com isso. Mas expor sua podridão moral como arte e ainda vilipendiando símbolos religiosos é vil e criminoso. Financiado pelo Estado, ainda, é o cúmulo do desrespeito.
Sei que os defensores da tal exposição vão continuar cheios de razão, assim como os defensores da ideologia de gênero. Na sua postura, é difícil definir a fronteira entre a mera falta de inteligência, a ilusão ideológica ou a canalhice pura e simples. Mas espero fortalecer a convicção de quem ainda se dá ao respeito e o deve exigir, em qualquer circunstância.

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