Acadêmicas de Psicologia da Unifebe realizam projeto contra evasão escolar

Somente em Brusque, foram registrados 496 reprovações e 224 abandonos em 2016

Acadêmicas de Psicologia da Unifebe realizam projeto contra evasão escolar

Somente em Brusque, foram registrados 496 reprovações e 224 abandonos em 2016

Em 2016, aproximadamente 907 mil estudantes foram reprovados no Ensino Médio nas escolas brasileiras. Outro número que surpreende é o de desistências escolares, com mais de 498 mil abandonos. Em Santa Catarina, o cenário registra mais de 27 mil reprovações e aproximadamente 13 mil abandonos. Falando especificamente de Brusque, os dados indicam 496 reprovações e 224 abandonos.

Para desvendar as questões que motivam a evasão escolar, as acadêmicas do curso de psicologia da Unifebe, Juliana Marchi, Rafaela Caviquioli e Bruna Ferraz estão desenvolvendo com os alunos do 1º ano do ensino médio da Escola de Educação Básica Santa Teresinha o projeto de Extensão “Evasão Escolar: Compreendendo e enfrentando o fenômeno por meio do desenvolvimento das habilidades sociais”.

Especificamente na escola de Ensino Básico Santa Teresinha, os dados indicam que ocorreram 50 reprovações e 17 abandonos no ano de 2016. Os números apresentados foram pesquisados pelas acadêmicas junto ao Instituto Nacional de Pesquisa (INEP).

“Com base neste levantamento, o projeto tem como objetivo promover autoconhecimento, reflexão sobre si mesmo e do outro, além de contribuir para o desenvolvimento das relações interpessoais no contexto escolar, tornando a escola promotora de desenvolvimento humano”, explica a orientadora professora Luzia de Miranda Meurer.

Neste sentido, o projeto apresenta como questão norteadora a frase “Quem falta faz falta” e trabalha com o treinamento das habilidades sociais dos estudantes.

“A proposta vem sendo desenvolvida com a aceitação dos estudantes que participam ativamente das oficinas de habilidades sociais. As intervenções ocorrem em um ambiente descontraído, favorecendo o aprendizado de novas maneiras de se comportar perante a diversas situações da vida e o desenvolvimento das habilidades sociais proporciona uma maior assertividade na tomada de decisões desses estudantes”, explica Juliana.

Para o aluno da escola, Daniel, 16 anos, o aprendizado levado pelas acadêmicas foi interessante por trabalhar em especial com as habilidades sociais.

“Eu acho que quando a gente falta ou desiste da escola, é o futuro que estamos perdendo, e acabamos prejudicando o Brasil mais do que ele já está prejudicado. Quando a gente estuda e faz a nossa presença na escola, estamos ajudando o Brasil a ir para a frente, em vez de ficar reclamando do país como ele está”, destaca o aluno.

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