Acidentes em cachoeiras da região expõem riscos aos banhistas

Corpo de Bombeiros orienta que banhistas priorizem piscinas

Acidentes em cachoeiras da região expõem riscos aos banhistas

Corpo de Bombeiros orienta que banhistas priorizem piscinas

Belas paisagens com água corrente são um convite para banhistas da região. Cascatas e rios escondem perigos que levaram a instalação de placas, pelo Corpo de Bombeiros, alertando para o risco em 35 pontos de Brusque, Botuverá e Guabiruba. A ação ocorreu há pouco mais de um ano. Mesmo com o trabalho, acidentes em cachoeiras resultaram na morte de um adolescente e pelo menos um ferido.

Para evitar novos casos, a orientação do comandante do Corpo de Bombeiros, tenente Hugo Manfrin Dallossi, é simples: optar por locais que tenham passado pela vistoria anual.

A renovação do documento exige que os estabelecimentos estejam em dia com todos os requisitos indicados pela Instrução Normativa 33, seguida pela corporação para padronização de parques aquáticos, piscinas e similares.

O texto, editado em 2014, exige desde a presença de guarda-vidas em piscinas a monitores específicos. Restrições para uso de piscinas por crianças desacompanhadas, orientações de segurança e infraestrutura básica demandada também estão descriminados.

Ele serve de referência para a fiscalização de sociedades recreativas, hotéis, pousadas, parques ou qualquer tipo de empreendimento de lazer e turismo que possuam áreas coletivas semelhantes. Nele também estão incluídos lagos e lagoas.

Segundo o comandante, além da ilegalidade dificultar o mapeamento das áreas onde há exploração comercial, a falta de uma normativa específica para áreas naturais e a variedade de características dos locais são agravantes. “Não temos como conhecer todos os locais sem empresa constituída. Todos eles tendem a ser mais perigosos que um local vistoriado por não se ter nenhum tipo de controle.”

Atenção permanente
O tenente Manfrin alerta para a necessidade de se manter atenção redobrada na escolha por áreas de lazer. Rios, quedas ou porções de água públicas em geral, afirma, não são indicadas para uso de banhistas pela ausência de uma infraestrutura básica de segurança.

Se em áreas privadas, os proprietários respondem por eventuais acidentes, em locais públicos, as vítimas assumem o risco por estarem em locais inadequados.

Além das placas informativas, destaca o trabalho de rondas feitas por equipes em diferentes pontos da região. O trabalho é intensificado durante o verão e ocorre de forma diária entre o Natal e a virada de ano. Desde o início do mês, as incursões são durante os fins de semana. Nelas, banhistas e visitantes são orientados quanto aos riscos dos locais.

Relembre os casos
No início de dezembro, um homem de 54 anos sofreu uma queda na região de Taquaruçu, em Cedro Alto, interior de Brusque. Ele sofreu ferimentos na cabeça.

O segundo caso resultou na morte de Jonas de Oliveira, 14. O jovem sofreu acidente no bairro Lageado Baixo, em Botuverá e os bombeiros levaram 20 minutos para retirar o corpo de uma profundidade de 3,5 metros.

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