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Administrador analisa primeiras semanas no comando do Hospital Azambuja

Evandro Roza fala em mudanças a curto e longo prazo e avalia relacionamento com prefeituras da região

Administrador analisa primeiras semanas no comando do Hospital Azambuja

Evandro Roza fala em mudanças a curto e longo prazo e avalia relacionamento com prefeituras da região

Evandro Roza foi apresentado à comunidade como o novo administrador do Hospital Azambuja em 9 de janeiro. Pouco mais de um mês depois, o gestor diz que o foco inicial é organizar internamente a instituição.

Roza, que tem experiência na gestão hospitalar e veio de Rio do Sul, diz que o Azambuja tem grande potencial para tornar-se referência, mas para isso é preciso trabalhar gradativamente em melhorias.

Diagnóstico
“Ainda estou me inteirando da questão financeira de forma global. Mas claro que tem diagnósticos rápidos que podemos fazer, até pela experiência.

O que já colocamos para as lideranças é um novo organograma do hospital. Isso não é questão só teórica de gaveta, vamos utilizar isso envolvendo todas as equipes.

Me reuni com diversas áreas do hospital porque o colaborador traz muitas informações positivas. São coisas que ratificam o que constatamos, que é a necessidade de sintonia.

Estamos na fase de diagnóstico, visitando várias pessoas, como os prefeitos de Guabiruba e Botuverá. Já conseguimos R$ 400 mil com o deputado Peninha, e vou visitar os gabinetes dos senadores e deputados federais de Santa Catarina em Brasília em busca de recursos”.

Investimentos
“Vamos reavaliar o Plano Diretor, não sei se já existiu. Vamos retomar isso, porque falamos da instituição a longo prazo. Mas há demandas que já vemos necessidade agora, como a recepção.

Colocaremos os serviços de colonoscopia e endoscopia anexos à recepção principal. Essa é minha meta. Definindo o organograma global, queremos fazer essa nova recepção.

Hoje temos necessidade urgente de aumento de salas. São cinco salas atualmente. Tudo é necessidade. O Plano Diretor tem o fluxo, que é algo muito importante dentro do hospital”.

Contrato com a prefeitura
“Estamos nos inteirando das demandas do município. Tem algumas coisas que já estou fazendo internamente com os médicos. Tudo o que for alinhado e colocado no papel é bom, mas claro que o hospital não tem como pagar para trabalhar.

A relação com a prefeitura é diária, se inteirando das necessidades. A ideia é sentar e ver as necessidades e o que podemos cumprir e atender.

Algumas coisas serão discutidas, porque hoje eles estão mais inteirados da situação. Sabem que há endoscopias represadas e outros procedimentos. A ideia é fazer algo para criar um fluxo. Reforço, algo que seja viável.

Não dá para fugir de falar em valores, mas acredito que vai fluir bem. O doutor Humberto Fornari [secretário de Saúde] tem uma visão muito clara, a equipe dele é muito transparente. Hoje tem toda uma estrutura de sobreaviso, que é importante, mas hoje o hospital tira do seu faturamento R$ 200 mil para suportar esse sobreaviso, uma contrapartida”.

Metas
“Com a Unimed está ótimo. Por necessidade de regulação, a Unimed precisa de mudanças em nível de intercâmbio. Vamos atender para que atinjam os objetivos e alcancem as regulamentações.

Já pedi para a Unimed identificar a evasão de pacientes para fora, que é grande. Tem que identificar isso, porque é ruim. O que tivermos capacidade instalada, temos que atender, não tem porque ir para fora. Uma das metas é reduzir a evasão”.

Credenciamentos
“O Hospital Azambuja tem um potencial muito grande. Claro que é gradativo, mas pode chegar ao nível do Hospital Santa Isabel, de Blumenau.

Temos que retomar os credenciamentos. Por exemplo, o nosso trabalho de cirurgia bariátrica está bem avançado. Temos que agilizar isso.

Já encaminhei ao estado para retomar as cirurgias oncológicas em parceria com o Hospital Santo Antônio. Até fim de fevereiro ou início de março vamos resolver.

Também estamos retomando o credenciamento de três leitos de UTI, que hoje não estão credenciados efetivamente como de UTI e recebem valor abaixo.

Já atendemos, mas temos que credenciar. Precisamos do apoio do Humberto porque se esses três leitos vierem, serão R$ 45 mil por mês”.

Pediatria
“O nosso ambulatório de pediatria terá atendimento contínuo das 9h às 21h ininterruptamente. Já tem hoje, mas tinha intervalo de médicos. Chegava 12h30 e não tinha médico. Agora terá. Isso é para o cidadão. O ambulatório noturno será até meia-noite, mas em abril, para adultos também.

Já deveria ter UTI Neonatal pela quantidade de partos. Hoje são 170 a 180 nascimentos por mês, então já tem números para demanda para UTI Neonatal. Dentro do Plano Diretor vamos colocar mais 20 leitos de UTI e dez de UTI Neonatal”.

Região
“O prefeito Nene [José Luiz Colombi, de Botuverá] esteve aqui, e fui visitar o prefeito Matias [Kohler], em Guabiruba. Eles garantiram recursos, mas tem uma questão burocrática que esperamos que seja resolvida.

Botuverá deve contribuir com R$ 5 mil fixos por mês, e Guabiruba, R$ 10 mil. Como falei aos dois prefeitos, tem muito a questão moral da ajuda. A relação é importante, mas não só do hospital, dos gestores”.

Residência médica
“É importante fazer parte da formação profissional. Uma das quatro áreas é pronto-socorro. Esse profissional que atende de tudo sai muito bem formado.

Essa parceria com a Unifebe é importante para formar profissionais. Participei de uma reunião do Conselho da Residência Médica e gostei, achei bem organizado.

É um exemplo que o hospital está acompanhando a tendência. Faz parte do objetivo de trazer o curso de Medicina para cá, como o Günther [Lother Pertschy, reitor] fala”.

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