Advogado de Brusque é candidato a desembargador no Tribunal de Justiça de SC

Paulo Roberto Amado Junior é um dos 14 candidatos para a 93ª vaga do Quinto Constitucional da Advocacia

Advogado de Brusque é candidato a desembargador no Tribunal de Justiça de SC

Paulo Roberto Amado Junior é um dos 14 candidatos para a 93ª vaga do Quinto Constitucional da Advocacia

O advogado de Brusque Paulo Roberto Amado Junior é um dos 14 candidatos para a 93ª vaga de desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (TJ-SC), pelo Quinto Constitucional da Advocacia.

Natural de Marília, no interior de São Paulo, ele se mudou aos dois anos de idade para Santa Catarina. Paulo se formou em 2007 já aprovado na OAB e logo em seguida se inscreveu na Ordem. Após isso, ele foi presidente da comissão do Jovem Advogado, de 2008 a 2013, na OAB de Itapema. Também participou de outras comissões, inclusive em São Paulo, e deu palestras pela OAB.

Paulo firmou raízes em Brusque por conta do matrimônio e da receptividade da cidade. Atualmente, reside no bairro São Luiz com a esposa e atua no escritório no Guarani.

Nesta sexta-feira, 3, o Conselho Pleno da OAB de Santa Catarina vai julgar os recursos e as impugnações. Na sequência, realizará a sabatina pública com os candidatos. A transmissão será on-line e ao vivo, a partir das 10h30, pelo canal da OAB-SC no Youtube.

A ordem dos sabatinados será por sorteio a ser realizado na própria ocasião. Na ocasião, 12 nomes seguem para eleição, que será realizada em 17 de dezembro. Então, a lista será selecionada para seis nomes, os mais votados. Ela será encaminhada ao Tribunal, que fará nova sabatina com os desembargadores. A lista será afunilada para três nomes, que serão encaminhados ao governador do estado, que decidirá a pessoa escolhida.

Arquivo pessoal

Democracia

Segundo Paulo, o processo de escolha de um profissional para ser desembargador é importante para a democracia.

Ele detalha que promotores de justiça, membros do Ministério Público, e advogados, por questão constitucional, têm direito a um quinto das vagas nos tribunais. Então, o profissional com mais de dez anos de profissão, com notório saber jurídico e boa reputação, pode participar da sabatina.

Paulo avalia que essa oportunidade o possibilita de participar do Poder Judiciário como uma ferramenta para a OAB estadual. “Estar junto deles refinando e aprimorando o entendimento jurídico, desta vez somando com a minha bagagem na advocacia ‘de balcão’, a forense, trabalhando para a Justiça e proporcionando ao colega que, assim como eu, possui um escritório menor, seja atendido em seus reclames junto ao TJ, pelo olhar da advocacia”, completa.

Vontade de mudança

Para ele, participar deste processo é um privilégio e o objetivo é atuar em prol da classe. “Ser a mudança que queremos do mundo. Nós advogados sofremos diuturnamente com decisões temerárias, afrontosas e também aviltantes, principalmente no quesito honorários sucumbenciais”, continua.

Paulo relata que teve uma experiência amarga de um arbitramento de honorários. Ele conta que, quando questionou via recursal ao próprio magistrado o motivo da decisão, a resposta foi que o assunto tratado naquele processo era um assunto corriqueiro, “que não demandava muito esforço do profissional”.

“Tenho ouvido de vários colegas o mesmo descontentamento. Entendo que não devemos esperar apenas dos trabalhos árduos e maçantes a valorização da advocacia, tendo em vista o alto custo de manutenção do escritório, bem como o custo operacional que um processo demanda em nossas despesas”, aponta.

Segundo o advogado, ter honorários sucumbenciais irrisórios, ou de valores menores do que ele gastaria, por exemplo, para fazer uma revisão do carro ou em um almoço para toda a família, é “degradante e humilhante”.

“Não posso concordar com essa ideia e é por este motivo que me sinto preparado para ‘comprar a briga’ e propor aos pares que, uma vez lá estando, de maneira harmoniosa, porém, combativa, irei buscar a renovação da jurisprudência com a tão sonhada valorização profissional. Deixar um cenário melhor para os próximos profissionais”, defende.

Portanto, a vontade de fazer mudança, atuando para garantir o respeito ao advogado e a valorização da profissão, o motivou a colocar o nome à disposição.

“Uma das bandeiras a serem erguidas junto ao poder Judiciário é a valorização da advocacia, com um farto material jurisprudencial, para que os colegas possam abundantemente se abastecer de conteúdo jurídico, para buscar a majoração dos seus honorários em casos de condenações em valores simbólicos, enquanto a luta não terminar”, finaliza.


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