Afinal, ar na tubulação do Samae encarece a conta de água?

Em Blumenau, vereador apresentou projeto de lei que obriga autarquia a instalar equipamento antes de hidrômetros

Afinal, ar na tubulação do Samae encarece a conta de água?

Em Blumenau, vereador apresentou projeto de lei que obriga autarquia a instalar equipamento antes de hidrômetros

Começou a tramitar na Câmara de Vereadores de Blumenau um projeto de lei que quer obrigar o Samae do município vizinho a instalar um equipamento eliminador de ar na tubulação de água das casas, antes do hidrômetro.

De acordo com o texto proposto pelo vereador Marcos da Rosa (DEM), a autarquia deverá instalar o dispositivo em até 30 dias após a solicitação do consumidor. Caso isso não ocorra, o Samae terá de oferecer um desconto equivalente a 30% do valor da conta de água do mês anterior ao pedido. O desconto virá nas faturas do morador até a realização do serviço.

O parlamentar diz que a ideia de criar a lei surgiu após ouvir inúmeras reclamações e fazer pesquisas sobre o assunto:

“Eu mesmo tive essa experiência na minha casa. Faltou água e, antes dela voltar, o hidrômetro girava muito rápido quando vinha o ar. E se ele gira é porque está marcando como consumo de água. E o consumo de água reflete no valor cobrado do esgoto”, ressalta.

Se a proposta for aprovada como está, o equipamento deverá ser pago pelo Samae. Os novos hidrômetros, inclusive, deverão ser instalados já com o eliminador de ar, sem qualquer ônus financeiro ao usuário.

Nesta terça-feira, 21, a matéria entrou à Casa e seguiu para a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça, que tem até o dia 5 de junho para emitir um parecer.

Válvulas em ruas inteiras
O diretor de Operações do Samae, Guto Reinert, explica que já há válvulas com essa finalidade em algumas tubulações da cidade:

“Nós colocamos as válvulas ventosas em locais onde de fato tem a necessidade. O cidadão liga para o 115, nós constatamos o problema e aplicamos a válvula na rua, pensando na coletividade”, detalha.

Ele ainda explica que pode acontecer do hidrômetro girar por conta do ar, mas garante que a possível perda econômica já é calculada dentro do valor do metro cúbico, para que o consumidor não seja lesado.

“O equipamento individual não tem sentido. A maior ajuda que a Câmara pode dar é alertar o Samae. Se percebe que está passando ar, aciona o Samae e nós prontamente instalamos na rua, tirando o problema de toda a localidade”, ressalta o diretor.

Para ele, se aprovada, a lei impactará na conta dos consumidores, já que a autarquia terá de adquirir supressores individuais – e dividir esse gasto com os usuários.

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