Agentes penitenciários podem entrar em greve

Profissionais da UPA de Brusque esperam que a categoria entre em acordo com o governo do estado

Agentes penitenciários podem entrar em greve

Profissionais da UPA de Brusque esperam que a categoria entre em acordo com o governo do estado

Os agentes penitenciários de Santa Catarina podem entrar em greve nesta semana se o governo do estado não entrar em um acordo com a categoria. Uma assembleia ocorre hoje, em Florianópolis, para discutir as reivindicações, como aumento salarial e aumento do efetivo. Em Brusque, 26 profissionais devem paralisar os trabalhos na Unidade Prisional Avançada (UPA) caso o sindicato opte pela greve.

De acordo com um agente prisional de Brusque, que preferiu não se identificar, o objetivo da categoria é chegar a uma negociação justa, sem que para isso seja necessário paralisar os trabalhos. “Dependendo do resultado da reunião desta semana, vamos ter uma posição se haverá ou não a greve. Espero que a gente consiga chegar a um acordo, pois isso só prejudica o funcionamento das unidades prisionais, além dos próprios profissionais, que só buscam melhores condições de trabalho”, revela.

Segundo o agente, a categoria está tentando a negociação desde dezembro do ano passado. Entre as melhorias solicitadas está uma revisão sobre o plano de carreiras e salários, aumento do efetivo – pois, segundo o agente, existe uma sobrecarga de trabalho nas unidades prisionais -, e o encurtamento do prazo para o pagamento dos reajustes.

Na última semana, a comissão de negociação do governo do estado apresentou uma contraproposta, que os representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual de Santa Catarina (Sintespe) avaliaram como “demasiadamente absurdas”. Na quarta-feira, dia 1º, mais de 600 agentes penitenciários e socioeducativos foram ao Centro Administrativo protestar por melhorias e diante disto, foi marcada uma nova reunião para tentar um acordo hoje.

Em nota oficial, o governo do estado alega que neste início de ano Santa Catarina registrou arrecadação com crescimento abaixo da inflação e, no momento, se aproxima do limite máximo de gastos com folha de pagamento definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Mesmo assim, garante que irá fazer o possível para chegar a uma negociação salarial com agentes penitenciários e agentes de segurança socioeducativos.

O Sintespe decidiu seguir com o estado de greve até hoje e aguardar a nova proposta de pagamento que será oferecida pelo governo. Caso não entrem em um acordo, será decretada a “greve branca”, que consiste no fim dos plantões extras até o dia 15 de abril. Neste mesmo dia, será realizada uma nova assembleia em Florianópolis, onde será deliberada a greve.

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