Alemães em intercâmbio no Brasil se hospedam em casas de Brusque e Guabiruba

Nove alemães aproveitaram a passagem pelo Brasil para conhecer a região e estreitar os laços com familiares

Alemães em intercâmbio no Brasil se hospedam em casas de Brusque e Guabiruba

Nove alemães aproveitaram a passagem pelo Brasil para conhecer a região e estreitar os laços com familiares

Nove alemães moradores da cidade de Karlsdorf, cidade irmã de Guabiruba, aproveitaram a visita ao Brasil para conhecer a região. Os alemães chegaram na semana passada e ficam hospedados em casas de famílias de Brusque e Guabiruba até hoje.

Na segunda-feira, 10, todos se reuniram para celebrar a visita na chácara do empresário Hélio Habitzreuter, em Guabiruba. “Nós já fomos algumas vezes para lá, e agora eles vieram retribuir a visita. Quando nós fomos também ficamos hospedados em casa de família, é muito melhor que hotel e mais aconchegante”, destaca Habitzreuter.

Antes de chegarem à região, os alemães visitaram o Rio de Janeiro, o Pantanal, Foz do Iguaçu e também algumas cidades do Rio Grande do Sul. “Aqui na região eles ficaram seis dias, vão embora nesta quarta-feira. Levamos eles para conhecer todos os lugares de Brusque e também o litoral. Todos estão no país pela primeira vez”, diz.

O engenheiro nuclear Kunibert Baumgartner, 77 anos, veio ao Brasil com a filha, Beate Baumgartner. Com a ajuda do empresário Pedro Schmitt, o Município Dia a Dia conversou com os visitantes estrangeiros.

Hoje aposentado, Kunibert foi um dos responsáveis por fazer as especificações técnicas de segurança das usinas nucleares. “Fui o responsável por desenvolver o núcleo do reator, a parte mais perigosa do trabalho. Depois, minha equipe desenvolveu o cateter usado nas cirurgias invasivas”, conta.

Ele está no país pela primeira vez e ficou encantado com a região. “Do Brasil se sabe muito pouco na Alemanha, é um país desconhecido para nós, e eu fiquei impressionado de maneira positiva. Imaginávamos que fosse muito diferente. A principal surpresa foi com o acolhimento das pessoas”, diz Kunibert.

O alemão ficou surpreso também com vários aspectos da região. “O que me impressionou muito foram as distâncias de uma cidade para a outra, também não vi nenhum pedinte nas ruas e eu imaginava que tinha muitos. A arquitetura das casas eu achei muito evoluídas e modernas. A comida também é muito boa. Estou muito feliz em ter vindo para a viagem. Recebi convite para um casamento e vou fazer de tudo para voltar”, destaca.

A filha de Kunibert, Beate, mora em Berlim e trabalha na área social do governo federal. “Trabalho com 120 pessoas com deficiência. No meu departamento treinamos eles para a vida e para o trabalho”, diz.

Entre os pontos que mais gostou na região, ela destaca a hospitalidade dos brasileiros. “Estivemos na região norte também, mas fiquei impressionada com o sul. Foi uma surpresa positiva. Gostei muito da natureza da região, mas o que mais gostei foi a cordialidade das pessoas. Fiz muitos amigos aqui”.

Ela ressalta também a possibilidade de resgate dos laços familiares. “A minha mãe fazia muita pesquisa genealógica e aqui em Guabiruba consegui encontrar parentes. Tenho parentes de sobrenome Kormann, Baumgartner e Schaefer, que é da parte de mãe. Foi uma experiência muito boa e com certeza pretendo voltar mais vezes”.

Werner Schlindwein é o chefe de segurança da Usina Atômica de Philippsburg. Morador de Karlsdorf, ele veio ao Brasil pela primeira vez com a esposa e também aprovou a visita. “Fiquei muito impressionado com a amizade das pessoas aqui. Acho que aqui no Brasil não é tão estressante quanto na Alemanha. Em todos os lugares percebemos que o pessoal gosta do povo da Alemanha, sempre vem conversar e nos sentimos muito a vontade. Vou voltar com uma opinião muito positiva sobre o Brasil”.

O prefeito de Guabiruba, Matias Kohler, participou do encontro e classifica esse intercâmbio como positivo para o município. “Temos uma aproximação cada vez maior com os nossos antepassados, e essa integração traz um significado grande para nós. O objetivo é cada vez reaproximar mais as famílias que por um motivo ou outro tiveram que se afastar. Isso muito nos alegra e engrandece, aos poucos parcerias comerciais para o futuro também podem se formar para benefício da cidade”, diz.

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