Alunos da escola Doutor Carlos Moritz, no Zantão, têm aulas de robótica

Curso é fruto da parceria com o Colégio Amplo/Unifebe, que leva o projeto para a rede pública

Alunos da escola Doutor Carlos Moritz, no Zantão, têm aulas de robótica

Curso é fruto da parceria com o Colégio Amplo/Unifebe, que leva o projeto para a rede pública

Para inserir ainda mais os estudantes da Escola de Ensino Fundamental (EEF) Doutor Carlos Moritz, no Zantão, na área da tecnologia, a direção firmou uma parceria com o Colégio Amplo/Unifebe para oferecer aulas de robótica. As atividades tiveram início no dia 13 de setembro, com uma aula inaugural que permitiu que os alunos conhecessem a robótica e a proposta do curso. Três turmas de doze alunos, com estudantes do quinto ao nono ano, terão aula uma vez por semana, no contraturno.

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Para o diretor da escola, Thiago Alessandro Spiess, dar aos alunos a oportunidade de ter contato com a robótica irá auxiliar não apenas a desenvolver os conhecimentos na área da tecnologia, mas também irá fortalecer a sociabilidade das crianças, que terão que trabalhar em equipe e desenvolver habilidades como a liderança. “Vejo que o que falta nas escolas é o laboratório, a oportunidade de colocar em prática os aprendizados teóricos”, afirma Spiess.

A proposta pedagógica das atividades em robótica tem por trás a marca dinamarquesa Lego, que desenvolve peças de montar para se fazer robôs. O professor do curso, Thiago Bortoluzzi, dá aulas de robótica desde 2015 e diz que a recepção dos alunos foi muito boa. “É tudo novidade para eles, dá pra ver o brilho nos olhos.”

Os robôs são montados com peças de Lego, microprocessadores, sensores de toque, motores. É um laboratório de ciência, matemática, física, onde os estudantes podem colocar em prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula, para ver a teoria em funcionamento.

As aulas, ministradas no laboratório de informática da escola, têm duração de uma hora e meia e os alunos terão um material didático específico, com livros que indicam as montagens que serão feitas por eles. “Numa escola pública, o que proporciona essas atividades para os alunos são as parcerias firmadas”, diz o diretor da EEF.

Para Maicon Moresco, diretor do Colégio Amplo/Unifebe, “possibilitar o acesso dos alunos da rede municipal ao projeto de robótica tornará o processo de ensino e aprendizado mais significativo, pois terão a oportunidade de aproximar os conteúdos trabalhados em sala de aula, com aplicações do dia a dia”.

Além disso, ao participar do projeto, os alunos poderão representar a escola e o município em competições oficiais: “Iniciamos esse projeto piloto com o intuito de expandi-lo pra toda a rede municipal. Quando os alunos se deparam com essas possibilidades, o envolvimento e comprometimento com o projeto garante uma qualidade ainda maior em todos os processos que irão desenvolver”.

Aulas são ministradas no laboratório de informática da escola | Natália Huf

Competições
A ideia de Bortoluzzi é captar os alunos que mais se destacarem para integrar a equipe de robótica que irá representar o Colégio Amplo/Unifebe em torneios regionais, nacionais e também internacionais. O professor já liderou equipes de outras escolas de Brusque que se classificaram em etapas nacionais e internacionais de competições como a First Lego League (FLL) e a Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR).

Ele explica que, nos torneios, os robôs desenvolvidos pelas equipes precisam completar missões no menor tempo possível. Para isso, cada time participante cria um robô a partir das estratégias que irá utilizar para que ele tenha um bom desempenho nas atividades propostas. A automação do robô é desenvolvida em Mindstorm, linguagem de programação da própria marca Lego.

“Associado ao design e programação do robô, está também um projeto de pesquisa, que é apresentado para uma banca avaliadora, e também os chamados ‘core values’, os valores das equipes, a dinâmica entre os integrantes. Os alunos precisam saber trabalhar em equipe, se respeitar e ter uma amizade, estar entrosados”, explica.

Oportunidades futuras
O diretor da EEF, Thiago Spiess, conta que decidiu oferecer as aulas para os alunos a partir do quinto ano, já imaginando que os mais novos seriam os mais interessados: “Já fiz uma propaganda para as crianças, para despertar a curiosidade delas. Vejo os alunos muito interessados nessa área de tecnologia”.

As turmas do quinto, sexto e oitavo ano foram as que mais aderiram ao projeto e quiseram uma vaga nas turmas. Desde a primeira aula, os estudantes se animaram com a ideia de participar das competições e fazer parte do time que irá representar a escola.

Ana Laura Buttinger, de 13 anos, está no oitavo ano e ficou bastante interessada pela novidade na escola. Ela decidiu participar das aulas para aprender a lidar com essa tecnologia e também porque já pensa no que vai querer fazer no futuro. “É a primeira vez que a escola nos dá essa oportunidade, acho que pode ser legal”, diz.

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Emilly Barros, de 15 anos, concorda. Ela é aluna do nono ano e já teve contato prévio com a robótica, quando estudava no Sesi, onde a aula faz parte do currículo regular. Ela fez parte da equipe que participou da OBR no ano passado e é muito interessada pela área tecnológica. “Ainda não sei o que quero fazer no futuro, mas essa é uma boa oportunidade. Na robótica, eu gosto mais da parte de montagem, mas quero aprender mais programação para melhorar nisso.”

O professor do curso, Thiago Bortoluzzi, afirma que qualquer criança e adolescente precisa estar preparado para as oportunidades e para o mercado de trabalho. Para ele, oferecer as aulas de robótica é uma forma de a escola despertar os alunos para uma nova área, abrindo portas para que os estudantes descubram um interesse e até mesmo uma profissão que podem vir a seguir.

Alunos irão montar e programar robôs | Natália Huf
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