Alunos de Brusque vencem torneiro estadual de robótica

Duas equipes do Sesi Escola se classificaram para as disputas sul-brasileiras em dezembro

Alunos de Brusque vencem torneiro estadual de robótica

Duas equipes do Sesi Escola se classificaram para as disputas sul-brasileiras em dezembro

Care values – trabalho em equipe -, projeto de pesquisa, design de robô e desafio do robô foram as quatro etapas que os 10 alunos do Sesi Escola, divididos em duas equipes de cinco, tiveram de participar para se classificarem às disputas sul-brasileiras do First Lego League, torneiro de robótica organizado pelo Sesi. O campeonato ocorreu de segunda a terceira-feira na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis, e contou com 12 equipes de todo o estado.

Na primeira etapa, care values, os alunos foram avaliados pelo trabalho em equipe e pelo profissionalismo. A técnica responsável pelos dois times do Sesi Escola de Brusque, professora Gianne Moritz Duarte, explica que na care values os competidores precisam trocar ideias, trabalhar organizadamente e não brigar.
No projeto de pesquisa, segunda etapa da competição, os alunos precisaram criar uma solução inovadora na área da educação com o tema “Uma maneira diferente de aprender”. Nesta fase, uma das equipes do Sesi Escola – BrusqueRob -, desenvolveu uma metodologia para ensinar matemática de maneira simples aos estudantes das séries inicias. “Pegamos a matemática porque geralmente os alunos não gostam. No nosso projeto, eles aprenderiam a matéria através de jogos divertidos e leves”, explica Eduarda de Souza, uma das integrantes do grupo.

A Tecnorreco – outra equipe do Sesi -, desenvolveu, como projeto de pesquisa, um aplicativo para smartphones e tablets em que os alunos podem estudar as disciplinas do colégio de forma interativa. “Através do aplicativo, os alunos poderão aprender por meio de jogos. Criamos um avatar e conforme a pessoa vai passando as etapas, ela vai recebendo acessórios e roupas como prêmio para esse avatar. Assim, ela brinca e aprende”, esclarece Bianca Schiestl, integrante da Tecnorreco.
Enquanto na etapa da pesquisa os trabalhos não precisaram sair do papel, na terceira e quarta etapas os estudantes tiveram de construir um robô com peças de lego. Na terceira, o design do dispositivo foi avaliado pelos jurados e na quarta – desafio do robô – os estudantes realizaram missões.

A BrusqueRob, formado por Ricardo Rocha, 13, Vinícius Forte, 13, Bianca Rescarolli, 12, Bernardo Gonçalvez, 12, e Eduarda de Souza, 12, conquistou o primeiro lugar na etapa dos desafios. Nesta modalidade, os robôs tiveram de executar 12 missões em dois minutos e meio. A equipe realizou seis e levou a medalha de ouro. Jogar uma bola no gol, abrir uma porta e levar um boneco para um circuito branco estavam entre os desafios do robô.

“Nós construímos o robô em quatro aulas de robótica que tivemos aqui na escola. Levamos o robô pronto e lá realizamos as missões. Durante a construção dele, desmontamos várias vezes e depois aprimoramos o design. Foi bem legal participar da competição e aprender ainda mais sobre o trabalho em equipe”, afirma Eduarda.
Além do primeiro lugar nos desafios, a BrusqueRob também conquistou o segundo lugar no desempenho geral. O terceiro lugar, por sua vez, ficou com a Tecnorreco, formada pelo alunos Felipe Hassmann, 12, Bianca Schiestl, 11, Julia Sbardelatti, 11, Helena Torresani, 12, e Paula Gonçalves, 12. A posição, segundo os participantes, surpreendeu. “Achávamos que só iríamos participar mesmo, mas eu acredito que ganhamos no trabalho em equipe principalmente. Estávamos bem organizados”, comemora Helena.

As duas equipes do Sesi Escola se classificaram para as disputas sul-brasileiras que serão realizadas em Porto Alegre no próximo mês. Até lá, os estudantes precisarão ajustar, conforme a avaliação dos jurados, tanto os projetos de pesquisa quanto os robôs. Os projetos terão de sair do papel apenas em caso de classificação para o torneio nacional.

“Eles estão empolgados para realizarem os ajustes e também querem muito se classificar para o nacional. Mas vamos dar um passo de cada vez. Na realidade, a principal tarefa das competições é despertar o interesse dos alunos para as áreas de ciência e tecnologia. E isso percebemos que está acontecendo. Eu recebi muitos elogios dos jurados quanto ao trabalho dos alunos. Eles fizeram uma excelente competição”, avalia a técnica da equipes, Gianne Moritz Duarte.

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