Quando criança, Dagmar Kreidlow Imianowsky, 52 anos, lembra que sua brincadeira preferida era quando pegava suas bonecas, colocava elas sentadinhas, em ordem, e se transformava em professora, passando até lição de casa.

Ao crescer, a escolha não poderia ter sido outra: Dagmar estudou para ser professora. “Isso já estava em mim desde sempre”, diz.

Cursou magistério, fez faculdade de Pedagogia e, há 34 anos, dá aulas no Colégio Cônsul Carlos Renaux, onde também foi aluna por sete anos.

Desde a infância Dagmar sonhava em ser professora | Foto: Bárbara Sales

O amor pelos alunos e pela escola é nítido. A professora Dagmar tem prazer em ensinar e se orgulha da profissão que escolheu e também de seu local de trabalho. “Ser professora é uma realização muito grande e mesmo com 34 anos de serviço, para mim, é como se fosse o começo”.

Ela sempre se dedicou à alfabetização, seus alunos, atualmente, tem entre seis e sete anos, e diariamente, fazem uma nova descoberta, sempre incentivados pela professora. “Tenho alegria em estar com as crianças, ver aquele olhinho brilhando a cada descoberta é muito gratificante”.

Ao longo dos anos, muitos brusquenses passaram pelos ensinamentos da professora Dagmar, inclusive sua filha, que hoje está na 8ª série. “Ela chegava no portão, me dava um beijo e dizia tchau mãe. Do portão pra dentro eu era a professora dela. Foi um ano muito bom”, lembra.

O amor pela profissão é o que leva a gente a fazer um bom trabalho. Enquanto meu olho brilhar pela educação, vou continuar

Nesses mais de 30 anos, Dagmar se orgulha também em ter feito parte da vida de muitos estudantes que hoje são bem sucedidos em suas profissões. “É muito bom ver ex-alunos tendo sucesso e saber que eu fiz parte, pelo menos de um pouquinho, nessa história. É maravilhoso ver um ex-aluno, a área que ele optou e lembrar que em sala de aula ele já demonstrava que tinha habilidade para essa área”, afirma.

Hoje, a professora Dagmar também já dá aula para filhos de ex-alunos. Uma nova geração, mas o carinho e o amor permanecem os mesmos.

Para essa nova geração, há o desafio da concorrência com a tecnologia. A professora teve que se adaptar para superar essa que é uma das principais dificuldades da profissão atualmente.

“Procuro sempre incluir a tecnologia nas aulas, mas tem momentos que é preciso deixar isso de lado, principalmente na escrita, que é onde eu estou lapidando, a escrita precisa de muita paciência e atenção, não é como um celular, que é só passar o dedo. Isso que eu tento passar para eles”.

A parceria com os pais e a confiança que a escola deposita em seu trabalho são fundamentais para o sucesso de seu trabalho, considera a professora, que pretende continuar ainda por muito tempo ensinando. O amor pela profissão é o que leva a gente a fazer um bom trabalho. Enquanto meu olho brilhar pela educação, vou continuar”.

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