Chegar aos 40 anos com pleno vigor físico, depois de fazer história no campeonato amador, é um status que poucos conseguem alcançar. Mas essa é a realidade de Clóvis Boos, volante que acumulou títulos desde o início dos anos 1990 até atualmente, e não pensa em parar de jogar tão cedo.

Nascido e até hoje morador do bairro São Pedro, seu principal momento na carreira foi, como não poderia deixar de ser, na Sociedade Angelina. Lá ele fez parte da campanha tetracampeã, entre 2001 e 2004 sendo que em 79 jogos ele disputou 72.

O incansável volante, ainda em 2017, conquistou um título de futebol de praia em Balneário Camboriú – sendo eleito também o atleta destaque da competição -, um troféu de campeão do Suíço Máster nos Jogos Comunitários de Brusque e mais um caneco em torneio interno de futebol suíço da Sociedade Esportiva Bandeirante.

Começo na rua

Um dos primeiros títulos de Clóvis, ainda adolescente. Foto: Acervo Pessoal

Foi nas ruas do bairro São Pedro que Boos conheceu o futebol, que seria a paixão e o hobby pelos próximos anos de sua vida. Com 11 anos, ele jogava em um campo de terra perto de sua casa com amigos de escola e familiares. Depois disso passou a jogar pelo colégio o qual sempre estudou, o Araújo Brusque.

Seu começo em competições foi no futsal, a convite do professor Zecão. “Comecei a jogar na antiga CME, hoje Fundação Municipal de Esportes (FME). Jogamos microrregionais, regionais, jogos escolares e outros eventos assim”, diz. Aos 15 anos, em 1992, Boos teve o convite de jogar pelo Santos Dumont de campo. “Fiquei só no banco, era muito novo, mas observava bastante o time atuando em campo”, diz Boos.

Entre 1993 e 1994, Boos jogou no Americano, equipe extinta que fez sucesso duas décadas atrás. Depois de sair em 1995 para jogar no Barriga Verde, ele voltou ao Americano e foi campeão da segunda divisão pelo clube em 1996.

Mas o clube que realmente destacou Boos para o futebol municipal foi a Abresc, do bairro Águas Claras. “Ali eu estourei. Tinha meus 20 anos e comecei a ser bem visto pelos dirigentes do esporte amador, e meu nome se fortaleceu. Fizemos uma excelente campanha, caindo na semifinal para o Cruzeiro em 1998”.

Angelina, a segunda casa

Primeiro ano da equipe tetracampeã do Angelina, com Boos no elenco. Foto: Acervo Pessoal

De 1999 a 2006, Boos defendeu apenas uma camisa: a da Sociedade Angelina. Lá ele fez parte da histórica campanha do tetra, entre 2001 e 2004. “Considerei a minha segunda casa durante este tempo que joguei. Ali conquistei reconhecimento e inclusive fui chamado para disputar competições por clubes de fora da cidade”, diz.

O volante guarda quase todas as camisas as quais jogou em sua carreira. Somente uma, a do quarto título, em 2004, pertence hoje à outra pessoa. “Eu fiz uma promessa que se conquistasse o tetra daria a minha camisa ao meu sogro, Quino Imhof. Conseguimos o título e entreguei para ele na festa da conquista, foi muito emocionante porque ele também foi jogador do clube”.

Escolha da posição
No começo, a sua posição, primeiro volante, não agradou muito ao atleta que queria marcar gols. “Essas pessoas mais experientes no futebol, como o Zécão e o Almir Coutinho, me apontaram essa posição. Eu era gurizão, e gostava mais de jogar na frente, fazer gols. Eu fiquei contrariado a princípio, pensava ‘poxa não vou mais fazer gols?’. Mas com o tempo percebi que eles estavam certos, era aonde eu conseguiria render mais”.

Como primeiro volante, sempre vestindo a camisa 5, Boos teve e tem a função de conter a chegada do ataque adversário. “Sempre bom em roubar bolas e depois redistribuir para o meu time. Eu destruía jogadas para construí-las em favor da nossa equipe”.
Depois dos 25 anos de amador, o volante diz que o esporte o fez uma pessoa melhor. “O futebol proporciona momentos maravilhosos. Fiz grande amizades no esporte, e sempre tive o respeito dos colegas dentro e fora de campo”.

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