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Apae de Brusque inicia tratamentos de reabilitação motora com o Pediasuit

Terapia é alternativa para reabilitações ortopédicas mais rápida. Dos 300 atendidos pela Apae, cerca de 15 podem ser beneficiados

Apae de Brusque inicia tratamentos de reabilitação motora com o Pediasuit

Terapia é alternativa para reabilitações ortopédicas mais rápida. Dos 300 atendidos pela Apae, cerca de 15 podem ser beneficiados

A reabilitação motora de pessoas com diferentes tipos de limitação em Brusque passou a ter uma ferramenta para o tratamento intensivo com o Pediasuit. O equipamento, desenvolvido para a recuperação de astronautas nos anos 1970, está em operação desde a semana passada na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

Desde 2013, profissionais da unidade participavam de cursos para se adequar às exigências para receber o equipamento da Federação das Apaes de Santa Catarina (Feapaes-SC). Por levantamento feito no ano passado, entre 10 e 15 pessoas atendidas em Brusque estavam aptas a participar do protocolo de tratamento indicado para o serviço. Além do município, pacientes de Botuverá também recebem tratamento no local.

Depois de um teste com o equipamento, feito em novembro do ano passado, a Apae começou com os primeiros atendimentos no espaço na segunda-feira, 5 . A filha de Jerusa Resini, 26, é uma das primeiras a receberem o atendimento. O primeiro intensivo deve durar um mês. Caso não atinja o resultado esperado, o paciente pode passar por um processo de manutenção e repetir o intensivo.

Apesar do pouco tempo de tratamento no Pediasuit, Jerusa percebe a evolução rápida da filha. Com dois anos e quatro meses, a menina recebia acompanhamento desde os quatro meses e ainda não tinha movimentos voluntários. Ela sofre os efeitos de uma anomalia no ciclo do cromossomo 18 e a família ainda tenta detalhar qual síndrome é responsável pelas limitações. Segundo a mãe, hoje, ela consegue levantar os braços e ganhou mais firmeza no corpo.

Mesmo precisando se deslocar até Brusque todas as manhãs entre segunda e quinta-feira, a moradora de Ribeirão do Ouro, em Botuverá, vê como positivos os resultados do novo tratamento. “Vemos que tem muitas coisas que ela não fazia e que agora ela já consegue. Ela está mais ativa e mais atenta”.

Qualidade de vida
Além de síndromes, como a da pequena moradora de Botuverá, pessoas com lesões medulares, paralisias ou em processo pós-operatório ortopédico podem se beneficiar com o equipamento. Segundo a fisioterapeuta Isabela da Silva, além da velocidade gerada pelo Pediasuit em comparação com as terapias tradicionais, o equipamento permite um trabalho multidisciplinar simultâneo e mais qualidade de vida aos usuários.

Ela destaca a possibilidade de ajustes nas tensões dos elásticos integrantes da roupa para cada necessidade. O macacão, preso à gaiola metálica também dá autonomia para a profissional, que pode trabalhar as mãos livres para dar suporte ao paciente.Trabalho tão personalizado, descreve, não é possível na terapia tradicional.

Pelo protocolo, o trabalho intensivo é feito com cargas de trabalho de até quatro horas diárias. Já nas terapias tradicionais, são cerca de 40 minutos. Antes da disponibilidade do serviço na unidade, os usuários precisavam tentar conseguir atendimento em Florianópolis ou recorrer à rede privada. Nesta modalidade, Blumenau conta com o serviço recentemente. O custo estimado do tratamento é de R$ 13 mil, enquanto a instalação chega aos R$ 100 mil, de acordo com a diretora da Apae, Sandra de Almeida.

De acordo com Sandra, com a disponibilidade do novo serviço, a entidade deve começar a buscar parcerias. A ideia é tentar melhorar a estrutura disponível e buscar convênios voltados ao serviço. Além do espaço limitado a receber duas a três gaiolas, a demanda profissional é outro desafio a ser superado devido à carga horária exigida.

Sobre o Pediasuit
Segundo o site da Apae de Florianópolis, o uso do Suit, macacão desenvolvido para a técnica, facilita a melhora da postura e, consequentemente, dos movimentos. Com ele, se busca o alinhamento do corpo para o mais próximo do normal possível. O trabalho também ativa funções sensoriais. Já a gaiola, permite mais movimentação e força muscular. Nele, se estimula a flexibilidade, resistência, equilíbrio e competências funcionais.

O Suit consiste em colete, touca, calções, joelheiras, calçado e um sistema de elásticos ajustáveis, que desempenha um papel crucial na regulação do tónus muscular e na função sensorial vestibular.

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