Após atuação desastrosa da arbitragem, torcida do Bruscão invade o campo e termina com a partida no Augusto Bauer

Edson da Silva expulsou Serginho e João Paulo, e marcou dois pênaltis inexistentes a favor do Marinheiro, o último aos 40 minutos da etapa complementar.

Após atuação desastrosa da arbitragem, torcida do Bruscão invade o campo e termina com a partida no Augusto Bauer

Edson da Silva expulsou Serginho e João Paulo, e marcou dois pênaltis inexistentes a favor do Marinheiro, o último aos 40 minutos da etapa complementar.

O dia 15 de setembro de 2013 marca um dia lamentável para Brusque e o Estado de Santa Catarina. Data em que uma partida de futebol não acabou. Em mais um episódio envolvendo uma arbitragem bastante equivocada no clássico entre Brusque e Marcílio Dias. O cenário da primeira partida, quando Leandro Messina Perrone já havia feito uma arbitragem desastrosa no empate em 2 a 2 pelo primeiro turno, se repetiu. 

Desta vez, a torcida, cansada de ser humilhada em sua própria casa por erros grosseiros de arbitragem, não se calou. Eram 40 minutos do segundo tempo quando dezenas de pessoas, indignadas após um pênalti que garantiria o empate em 2 a 2 ao Marinheiro, invadiram o gramado do Augusto Bauer e protagonizaram cenas de caos. 
O principal alvo era o árbitro Edson da Silva, pivô de toda confusão após marcar dois pênaltis muito contestados em favor do Marinheiro, sobretudo o primeiro, quando o lateral João Paulo, do Brusque, claramente acerta a bola enquanto o jogador do Marcílio Dias desaba. Serginho foi expulso por reclamação no lance. Quando a arbitragem deu o segundo, também já havia tirado João Paulo de campo pelo mesmo motivo. Silva ainda amarelou outros três jogadores do Bruscão somente na segunda infração.
Foi o estopim para toda confusão. Revoltado, o goleiro Fabão se recusou a defender o pênalti e abandonou o gramado. Um barril de lixo foi atirado ao campo. Anteriormente, logo após o primeiro pênalti mal marcado, garrafas de água já haviam sido lançadas contra a arbitragem. Indignado, até o empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, se juntou a toda torcida brusquense que pediu um basta.
Foi somente o início de muita confusão. O árbitro da partida chegou a ser encurralado ainda dentro de campo pelos torcedores e, junto com o trio de arbitragem, ligeiramente abandonou o gramado sob escolta da Polícia Militar, que na confusão, chegou a agredir o vereador e filho do presidente do Brusque FC, André Rezini.
O jogo agora deve parar na Justiça Desportiva. E existe a possibilidade de o Bruscão perder os três pontos sob alegação de abandono de jogo. A diretoria do clube, bastante revoltada, ameaçou desistir do campeonato. Uma reunião nesta segunda-feira (16) deve selar o destino do clube na Divisão Especial. 

Confira mais informações na edição impressa do MDD desta segunda-feira (16)
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