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Casa centenária de Botuverá guarda lembranças de um casamento festivo

Moradia secular reúne memórias, celebrações e trajetórias da família Pavesi

Às margens da rua Humberto Mazzolli, em Botuverá, uma casa de madeira chama a atenção de quem passa não pelo tamanho ou por qualquer elemento ostensivo, mas pela permanência silenciosa que atravessa gerações.

Segundo relatos da família, trata-se de uma construção com mais de 100 anos de existência, preservada ao longo do tempo como parte viva da história local.

O imóvel pertenceu ao casal Fantino Pavesi e Nilsa Teresinha Pavesi.

Fantino faleceu em 2013, aos 74 anos. Nilsa, hoje com 83 anos, mantém vivas as lembranças associadas à residência, que vai além de sua função original de moradia.

“Ela tem mais de cem anos, com toda certeza”, afirma a matriarca, ao se referir à casa, marcada pela ação do tempo, mas ainda fiel às características originais.

A casa fotografada

Ao longo dos anos, tornou-se comum que pessoas parem em frente ao imóvel para observá-lo e registrar imagens.

Em 2024, a construção ganhou um simbolismo ainda maior quando uma noiva escolheu o local para realizar um ensaio fotográfico, vestida de branco, tendo como fundo a fachada de madeira marcada pelo tempo.

Com a casa ao fundo, dona Nilsa então aponta para o endereço que marcou sua vida/Texto da legenda | Foto: Ciro Groh/O Município

A casa e a festa

Foi nesse endereço que Fantino e Nilsa criaram seus cinco filhos, construindo uma trajetória familiar pautada por simplicidade e convívio comunitário, característico do interior.

No entanto, um dos episódios mais marcantes ligados à história da casa remonta ao início da vida conjugal do casal.

Fantino e Nilsa se casaram em 5 de fevereiro de 1963, na Paróquia São José, no Centro de Botuverá.

Após a cerimônia religiosa, os noivos seguiram a pé até a casa onde passariam a viver.

O percurso, de aproximadamente 2 km, ocorreu por uma estrada ainda sem pavimentação e foi acompanhado por familiares, amigos e músicos que animavam o trajeto com acordeon, pandeiro e violão.

Com os noivos à frente e os convidados logo atrás, a caminhada transformou-se em uma celebração coletiva.

Ao chegarem à residência, a comemoração se estendeu ao longo de todo o dia, realizada integralmente no mesmo espaço que, décadas depois, continuaria preservado e habitado por memórias afetivas.

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Símbolo de continuidade

Mais de seis décadas após aquele casamento, o imóvel segue de pé, mesmo sem um registro preciso de sua data de construção, carregando marcas que ultrapassam a contagem cronológica dos anos.

Em um contexto em que edificações antigas dão lugar à modernização, a casa da família Pavesi permanece como símbolo de continuidade, identidade e pertencimento.

Um patrimônio que não consta em inventários oficiais, mas que se mantém preservado no que tem de mais essencial: a história de quem ali viveu, construiu laços e atravessou o tempo.

Galeria de fotos

Por fim, uma galeria de fotos apresenta registros que complementam e ampliam a narrativa construída ao longo do texto.

Foto: Ciro Groh/O Município
Foto: Ciro Groh/O Município
Casa
Foto: Ciro Groh/O Município
Foto: Ciro Groh/O Município
Foto: Ciro Groh/O Município
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Foto: Ciro Groh/O Município
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Foto: Ciro Groh/O Município
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Foto: Ciro Groh/O Município
Foto: Ciro Groh/O Município
Foto: Ciro Groh/O Município
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Foto: Ciro Groh/O Município
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Foto: Ciro Groh/O Município

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