Num espaço na parte de trás de casa, na rua principal de Guabiruba, fica o ateliê da artesã Lenir Dalbosco Lang. É lá que ela passa a maior parte do dia, entre linhas, tecidos e suas máquinas de costura. Na época do Natal, em especial, ela vira noites e madrugadas em sua salinha, atendendo às encomendas que recebe.

A guabirubense começou a se dedicar aos trabalhos manuais há 17 anos, quando seu filho nasceu. “Na época, não pude mais trabalhar fora, precisei ficar em casa para cuidar dele”, conta. Hoje em dia, além de atender aos pedidos de encomendas, ela dá aulas de artesanato na Fundação Cultural de Guabiruba e na Loja de Aviamentos Guabiruba.

Ela já era habilidosa para as artes – fazia tricô e “brincava” com outras técnicas desde criança -, mas o encanto mesmo veio quando visitou uma feira de Páscoa e viu todas as possibilidades da decoração com artesanato. Assim como a época natalina, a Páscoa é uma das datas mais movimentadas para ela.

Lenir é artesã há quase 20 anos | Natália Huf

“Meu sonho é, um dia, montar um pinheirinho de Natal todo com enfeite de bonecas. Mas aí preciso começar bem cedo, para conseguir fazer todos”, conta a artesã. Lenir trabalha sozinha e diz que, a cada peça que faz, faz pensando na pessoa que encomendou. “Se a gente não fizer com amor, não vai.”

Época mais movimentada
O Natal é o período em que Lenir recebe mais encomendas. “Tenho pedido o ano todo, mas o mês mais corrido é sempre dezembro.” Os pedidos chegam, às vezes, um pouco em cima da hora, mas Lenir dá um jeito de dar conta de tudo e entregar todas as encomendas que recebe.

“Em datas comemorativas, o pessoal procura muita coisa artesanal para decoração. Tem gente que enfeita a casa toda, até quartos, banheiros”, comenta Lenir, que também é professora de cursos de artesanato.

Ela conta que, nos cursos que ministra, as alunas costumam se interessar por peças decorativas temáticas, como Natal e Páscoa. Já no meio do ano, por volta do mês de junho, começam a pedir por enfeites natalinos.

“Aí tenho que estar sempre buscando peças novas, atualizando. Até porque quem faz aula costuma fazer para vender ou dar de presente, elas querem novidades”, diz. Muitas das decorações que faz ela mesma inventa, mas também se inspira em enfeites que vê na internet ou em projetos que conhece em feiras de artesanato.

Almofadas decoradas foram as mais pedidas para o Natal deste ano | Natália Huf

Para o Natal deste ano, ela conta que os itens mais pedidos foram as almofadas decoradas, mas que fez vários projetos diferentes, como capas de cadeira, a Sagrada Família e enfeites para pinheirinho.

No meio disso tudo, mal sobra tempo para Lenir decorar a própria casa. Ainda no início de dezembro, ela contou que não teve oportunidade de montar a árvore. “Quem sabe, na semana do Natal eu consigo”, brinca.


Você está lendo: Artesanato é uma alternativa para a decoração natalina


Veja outros conteúdos do especial:

–  Introdução
– Papais Noéis relembram os pedidos mais inusitados e emocionantes que receberam das crianças
– Morador de São João Batista faz a alegria do Natal e leva Papai Noel para as crianças da cidade
– Funcionários da Havan fazem campanha solidária na Limeira Baixa
– Com peças que já tinham e produtos reciclados, casal fez a decoração natalina de casa
– Paróquias luteranas de Brusque organizam Café do Advento para angariar fundos para comunidade em São João Batista
– Loja de Brusque inova e utiliza bicicleta antiga na decoração natalina
– Moradora do Aymoré se surpreende ao saber que foi uma das vencedoras do concurso Natal Iluminado
– Para morador do Imigrantes, iluminação natalina é tradição de Guabiruba
No Lageado Baixo, casa recebeu decoração natalina antes da mudança dos moradores

– Há 20 anos, Paulo Demarche abre as portas para visitação ao seu presépio

Deixe uma resposta