Árvores soterradas há mais de mil anos são encontradas na margem do rio Itajaí-Mirim, em Brusque

Conclusões iniciais indicam mega escorregamentos de terra

Árvores soterradas há mais de mil anos são encontradas na margem do rio Itajaí-Mirim, em Brusque

Conclusões iniciais indicam mega escorregamentos de terra

Com o processo contínuo de queda das encostas das margens do rio Itajaí-Mirim, em Brusque, revelou-se a existência de troncos de árvores antigas, que estavam soterradas e recentemente começaram a emergir.

Esses troncos de árvores e o contexto em que se deu o seu soterramento são objetos de pesquisa que está sendo desenvolvida, em nível de doutorado, no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da Universidade Regional de Blumenau (Furb).

Quem orienta a pesquisa, que será apresentada por uma acadêmica da universidade, é o professor doutor Juarês Aumond, geólogo de Brusque.

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Ele afirma que o objetivo geral da pesquisa é entender a evolução geoambiental e socioeconômica do município, com enfoque ambiental. Um dos capítulos deste trabalho abordará a descoberta dos troncos de árvore nas margens do rio Itajaí-Mirim.

Parte dos troncos ficou visível junto à margem do rio, apontados para a água, e com isso foi solicitado apoio da Defesa Civil de Brusque para a coleta do material e realização da pesquisa. Foi necessário até a prática de rapel para poder chegar nos troncos soterrados.

Os troncos no rio
Os troncos possuem quase um metro de diâmetro, e possuem cerca de 10 a 12 metros de comprimento. De acordo com Aumond, eles estavam soterrados entre 10 a 13 metros de profundidade. O local exato não foi revelado para preservá-lo.

Foram coletadas amostras do material e enviadas para o laboratório, com objetivo de identificar a idade das árvores, por meio de um processo chamado de datação por radiocarbono.

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Histórico de escorregamento
As conclusões iniciais indicam um histórico de erosão da margem do rio em Brusque.

“A conclusão é de que houve três mega escorregamentos da margem do rio, há 500 anos, 1.200 anos e 1.500 anos”, explica o geólogo, o qual destaca que as árvores encontradas não existem mais na região. Na coleta de material para a pesquisa, foram encontrados também fósseis carbonizados de folhas.

“Esses movimentos de massa são processos naturais, o que está acontecendo é que hoje estão criando uma maior intensificação para a ocorrência de desastres, mas isso já ocorreu no passado”, afirma Aumond.

Os pontos onde os troncos de árvore estão localizados e as conclusões completas do estudo serão divulgadas quando o trabalho for finalizado e apresentado. 

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