Atiradores da turma de 1966 do Tiro de Guerra se reúnem após 50 anos

Encontro foi realizado na manhã deste sábado, 14, com solenidade de formatura militar

Atiradores da turma de 1966 do Tiro de Guerra se reúnem após 50 anos

Encontro foi realizado na manhã deste sábado, 14, com solenidade de formatura militar

Os atiradores da turma de 1966 do Tiro de Guerra de Brusque se reencontraram neste sábado, 14, para celebrar os 50 anos de serviço militar. O encontro foi realizado nas dependências do Tiro de Guerra com uma solenidade de formatura que contou com a presença de amigos e familiares e foi cercada de muita emoção e boas lembranças.

A turma cinquentenária era composta de 68 atiradores. Desses, 12 já são falecidos e também foram lembrados pelos companheiros com uma homenagem póstuma. Participaram do encontro, cerca de 30 ex-atiradores.

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Os 12 integrantes da turma de 1966 já falecidos também foram homenageados

Um dos idealizadores do encontro, Oscar José Lauritzen, 69 anos – ou atirador 44, como era chamado -, destaca a importância de comemorar a data. “Nunca nos reunimos novamente e, agora, 50 anos depois, conseguimos juntar grande parte da turma”, diz.

Para ele, os nove meses que passou servindo o Tiro de Guerra foram de muito aprendizado. “Hoje tem muita gente que não gosta, não quer servir, mas eu aprendi muita coisa aqui, principalmente na educação e também a pontualidade”.

De todo o período que passou como atirador, Lauritzen destaca a passagem do Campeonato Brasileiro de Tênis que aconteceu em Brusque. “Foi a primeira vez que aconteceu em Santa Catarina e nós fomos dar guarda no evento. Uma parte da turma ficou no alojamento dos homens, no Seminário de Azambuja e outra parte foi fazer guarda no alojamento feminino, que era no Colégio São Luiz”.

Orival Pavesi ou atirador 43, também participou do encontro. Para ele, reunir parte da turma novamente é reviver o passado. “Estamos revivendo o nosso passado. É a história da gente, isso a gente não esquece, vamos sempre nos lembrar”.

O ex-atirador lembra que o período que a turma cinquentenária serviu no Tiro de Guerra nos primeiros anos da ditadura militar. “Era uma época difícil de conviver, ficávamos muito de plantão aqui por causa da ditadura. Tudo era muito rígido”, diz.

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Oscar Lauritzen fez o hasteamento da bandeira

Ele acredita que todo jovem deveria servir o exército para adquirir valores e amor à pátria. “O exercício militar todo rapaz deveria fazer. Aqui aprende-se valores que levamos para a vida inteira, principalmente na educação e no respeito com os outros e com o país”.

O primeiro sargento Tomaz Jacinto Rodrigues, comandante do Tiro de Guerra, ressalta a importância do encontro e da gratidão demonstrada pelos ex-atiradores como exemplo para os jovens que estão servindo neste ano. “Hoje é um dia significativo para o Tiro de Guerra, para a sociedade de Brusque, para os jovens atiradores. É um momento histórico para refletir e passar ensinamentos para os jovens atiradores”.

O sargento também lembrou que neste ano o Tiro de Guerra de Brusque completa 100 anos, o que torna o encontro da turma de 1966 ainda mais especial. “A turma de vocês se formou quando o Tiro de Guerra completou 50 anos. E hoje, vocês celebram 50 anos de serviço militar quando o Tiro de Guerra completará 100 anos. Vejam a profundidade desta reunião, deste encontro, vai muito mais além do que podemos imaginar”.

 

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