Atleta brusquense relembra estreia emocionante no pódio paraolímpico

Matheus Rheine, nadador catarinense conquistou o bronze nos Jogos Rio 2016

Atleta brusquense relembra estreia emocionante no pódio paraolímpico

Matheus Rheine, nadador catarinense conquistou o bronze nos Jogos Rio 2016

Há um ano a seleção brasileira de natação encerrava a participação histórica em Jogos Paralímpicos com 19 medalhas, cinco a mais do que na edição de Londres, em 2012. Um dos destaques foi o catarinense Matheus Rheine, bronze nos 400m livre (4min41s05).

Natural de Brusque, o nadador relembra esse dia tão especial. “Durante a prova fiz as passagens conforme o esperado, mas no final o cansaço pesou e fui levado pelos gritos da torcida”, conta.

A comemoração do público foi tão intensa com a terceira colocação do brusquense, que mais parecia a conquista do ouro. “Não há como descrever a emoção que senti com aquela energia. Fiquei muito grato e imensamente orgulhoso”, revela.

Rheine jamais esquecerá o momento em que finalmente pôde celebrar com a família. “A nossa união foi essencial nos períodos mais difíceis e foi lindo comemorar com eles a realização deste sonho”, enaltece. Ele ainda poderia ter alcançado a prata nos 100m livre se repetisse o melhor tempo, mas bateu duas vezes forte na raia e acabou em quinto (59s70).

Prematuro de seis meses, o atleta ficou cego na incubadora e começou a nadar aos três anos para melhorar da bronquite. Em 2007, a partir de um projeto realizado em Brusque, foi convidado a competir. “Ainda naquele ano disputei as paralimpíadas escolares e conquistei três medalhas de ouro. A partir daí fui evoluindo em cada evento. Em 2012 fui finalista nos Jogos Paralímpicos de Londres e segui nesta crescente até o ápice nos Jogos Rio 2016”, explica Rheine.

Integrante da classe S11, o catarinense conta que a categoria engloba também as pessoas que ficaram cegas ao longo da vida. “Existe um resíduo visual de espaçamento que é bastante diferente de quem nunca enxergou”, pondera.

Um dos principais líderes da sua classe, Bradley Snyder, por exemplo, perdeu a visão no Afeganistão ao ativar uma mina e um depois conquistou dois ouros e uma prata nos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012. “Essa seria uma questão importante a ser considerada no paradesporto para cegos, mas sei que não será alterada em curto prazo”, finaliza.

Há um ano a seleção brasileira de natação encerrava a participação histórica em Jogos Paralímpicos com 19 medalhas, cinco a mais do que na edição de Londres, em 2012. Um
Conteúdo exclusivo para assinantes

Para ler todas as notícias, assine agora!

Oferta especial para você ficar
bem informado SEM LIMITES

Menos de

R$ 0,35
ao dia
R$ 9,90 ao mês
Colabore com o município
Envie sua sugestão de pauta, informação ou denúncia para Redação colabore-municipio