Audiência pública debate melhoria da mobilidade para deficientes

Legislação e ações para melhoria da mobilidade são discutidas na Câmara de Vereadores

Audiência pública debate melhoria da mobilidade para deficientes

Legislação e ações para melhoria da mobilidade são discutidas na Câmara de Vereadores

Os direitos das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida foram discutidos na noite de ontem na Câmara de Vereadores de Brusque durante audiência pública. O objetivo do encontro foi discutir a legislação existente para os deficientes e propor ações que priorizem a integração e minimize as barreiras enfrentadas por este público no município.

O diretor da Coordenadoria das Pessoas com Deficiência da Prefeitura de Brusque, Sidnei Pavesi, foi um dos idealizadores da audiência e destacou a importância de discutir o assunto para toda sociedade. “Esse é um sonho antigo que venho buscando. Esse é um tema batido, muito falado, mas ainda temos muito o que melhorar nesse sentido. É um assunto que desrespeita a todos. Nem todos serão deficientes, mas todos querem ser idosos e é preciso preparar a cidade para esse futuro. O mínimo que todos merecem é poder acessar todos os espaços com dignidade”, diz.

O presidente do Conselho Estadual dos Direitos com Deficiência, Laércio Ventura, afirma que a união dos deficientes é fundamental para a conquista de mudanças. “Por muito tempo as pessoas com deficiência não conseguiam sequer interagir entre elas. Hoje, o grande diferencial é trabalharmos juntos, aprendermos com nossos próprios erros. Precisamos de organização nas entidades, com lideranças fortes”.

Para ele, acessibilidade não compreende apenas a questão arquitetônica. “Acessibilidade não é apenas a substituição de um degrau por uma rampa. É muito mais que isso. Acessibilidade é ver em cada deficiente um indivíduo, e não apenas sua deficiência”.

A assessora da presidência da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), Elizângela Schappo, afirma que é necessário uma readequação e melhoramento do plano diretor da cidade. “O plano diretor não pode ser colocado como governo, mas políticas públicas onde todos têm direito de vez e voto em prol do bem-estar comum. Hoje, é inadmissível não se pensar em sustentabilidade e desenvolvimento com garantias de pleno acesso a todos”.Com a compilação do que foi discutido na audiência pública, a Câmara dará encaminhamentos para que tanto a legislação quanto os responsáveis pelas calçadas tomem medidas para melhorar a situação. “O primeiro encaminhamento que deixo é a formalização de um Núcleo Gestor Local, altamente representativo para participar das discussões no município e então, modernizar a legislação para as pessoas com deficiência”, finaliza Elizangela.

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