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Acidentes com lagartas preocupam Vigilância Epidemiológica de Botuverá

Animais foram avistados em mais de dez residências e quatro pessoas ficaram feridas

Acidentes com lagartas preocupam Vigilância Epidemiológica de Botuverá

Animais foram avistados em mais de dez residências e quatro pessoas ficaram feridas

A Vigilância Epidemiológica de Botuverá registrou neste mês quatro casos de acidentes com lagartas. O número é considerado significativo pelo órgão, já que em 2016, durante todo o ano, apenas um caso foi notificado. Em 2015 e 2014 não houve registros na cidade.

Dos quatro casos notificados, dois envolveu crianças – uma delas chegou a ficar hospitalizada – e os outros dois adultos. Todos passam bem.

No entanto, conforme a responsável pela Vigilância, Tamires Silva, muitas pessoas que são “atacadas” pelas lagartas não comunicam à Secretaria de Saúde. Em setembro, em pelo menos outras 12 residências houve o aparecimento das larvas de insetos.

Também conhecidas como taturana, oruga, ruga, lagarta-de-fogo, tapuru, pararama, as lagartas são animais peçonhentos e ocasionam acidentes por liberarem substância tóxica que pode levar à morte.

A maioria dos casos, porém, tem evolução benigna, que são as queimaduras e provocam reações alérgicas. Já outros casos, que envolvem a lagarta do gênero – Lonomia obliqua – são desencadeadas alterações na coagulação do sangue, problemas renais e hemorragia, que podem ocasionar óbito.

Tamires explica que o aparecimento destes animais é comum na Primavera, e como Botuverá possui muita área rural, é mais fácil elas aparecerem, principalmente em árvores frutíferas. As mais comuns são: Cedro, Ipê, Figueira do mato, Abacateiro, Pessegueiro, Plátano, Araticum, Seringueira, Pereira, Ameixeira, Figueira, entre outras. As lagartas também podem atingir animais de estimação.

Prevenção
A responsável pela Vigilância afirma que as pessoas devem evitar contato com qualquer tipo de lagarta. Para isso, é necessário observar atentamente as folhas e tronco de árvores e em atividades de risco, proteger o corpo com roupas e luvas adequadas.

Uma das medidas é pintar de branco os troncos de árvores próximo a residências, para assim facilitar a visualização das lagartas.

Em caso de ser atingido pelo animal peçonhento, a pessoa deve lavar bem o local do contato com água corrente e elevar o membro afetado, além de procurar atendimento imediatamente no posto de saúde ou hospital mais próximo.

Tamires recomenda, que se possível, se deve levar a lagarta para identificação e tratamento correto. “Estamos em alerta e confeccionando cartazes para distribuir em empresas de Botuverá para alertar a população. Qualquer pessoa que tiver algum acidente envolvendo lagartas pode nos procurar, pois estamos à disposição”, destaca.

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