Bruscão empata com Joinville no fim e decide classificação em Chapecó

Em um jogo brigado e de poucas oportunidades de gol, quadricolor tem dificuldades, mas comemora resultado

Bruscão empata com Joinville no fim e decide classificação em Chapecó

Em um jogo brigado e de poucas oportunidades de gol, quadricolor tem dificuldades, mas comemora resultado

A expectativa era de classificação no Augusto Bauer, mas o Brusque não passou de um empate em 1 a 1 diante do Joinville neste sábado (22) e ainda terá que conquistar um ponto, em Chapecó, para garantir a vaga entre os quatro melhores do Catarinão sem depender de outros resultados. 
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Apesar de não sair com os três pontos e consequentemente a classificação antecipada, o resultado foi comemorado pela equipe. O gol de empate quadricolor saiu aos 44 minutos da segunda etapa, cerca de dez minutos depois de Célio Amorim deixar de anotar um pênalti para o time brusquense. Fernando Viana havia colocado o JEC em vantagem aos 20 minutos da etapa final. 
Se o resultado ainda não serviu para garantir a Brusque na próxima fase, ao menos bastou para segurar o adversário, que se manteve dois pontos  atrás na tabela de classificação (14 a 12). Na próxima rodada, o clube precisa de apenas de um empate diante da Chapecoense para garantir a classificação à próxima fase.
O jogo
Brusque e Joinville fizeram um jogo nervoso, de baixa qualidade técnica, mas de muito estudo por parte dos dois times. O espírito de decisão foi encorpado pelas duas equipes. Dentro disso, o que se viu foi muita disputa, jogadas truncadas e poucas chances claras de gol. Antes dos 20 minutos, o Joinville já tinha duas baixas em razão de jogadas mais fortes: o zagueiro Rafael e o volante Naldo saíram contundidos para a entrada de Bruno Costa e Juliano, respectivamente. 
O primeiro em uma de suas primeiras jogadas com a bola saiu com o nariz sangrando após trombar com Leandrinho. O jogador do Brusque, novidade na escalação ao fazer sua estreia com a camisa do Marreco, teve um corte na cabeça e teve que voltar com uma toca. Em meio a isso, as jogadas de gol foram apenas quatro. Duas para cada equipe. O time visitante buscou mais o gol e foi levemente superior até os 35 minutos, quando a equipe criou as situações de gol. Aos 15, Tartá ganhou na corrida na ponta direita e cruzou rasteiro. Wanderson se esticou todo e desviou com a ponta dos dedos. 
Na sequência do lance, a zaga afastou. Dez minutos depois, Marcelo Costa cobrou escanteio, Arthur antecipou no primeiro pau. A bola pegou na trave e saiu. A resposta do Brusque também veio em dose dupla. Aos 37, Gilton cobrou falta com perfeição, Serginho apareceu livre, olhou para o canto, mas cabeceou na rede do lado de fora. Dois minutos depois, Gilton invadiu a área e chutou por cima da meta de Ivan.
Jec domina
O segundo tempo começou com o JEC procurando mais o jogo novamente, mas diferente da primeira etapa, a equipe foi, aos poucos, conseguindo superar a boa marcação do Brusque. O time da casa chegou aos cinco em chute para fora de Leandrinho, depois, passou a assistir a equipe visitante jogar. Com muitos erros de passe na saída de bola, o Brusque perdeu o meia campo e foi sendo encurralado pelo JEC. 
A boa defesa de Wanderson em chute de Tartá aos 15 minutos, mostrou o que estava por vir. Pingo ainda tentou colocar Rafael Bitencourt no lugar de Leandrinho na sequência para ganhar o meio campo. Mas não teve jeito. Cinco minutos depois, a zaga do Brusque cochilou após uma cobrança rápida de falta. Fernando Viana recebeu dentro da área e fuzilou o gol de Wanderson para abrir o placar.
Depois do gol, Pingo voltou para o esquema com três atacantes, Kiko entrou na vaga de Roberto Lopes, mas o Brusque seguiu mal, nervoso e com pouca criatividade. Muito também devido a qualidade técnica do adversário. Aos 23, Edigar Junio bateu de fora da área e quase marcou o segundo para o JEC. 
Bruscão empata na base da vontade
O pecado do time catarinense foi ter recuado quando tinha o controle do jogo, o que fez com que o Brusque crescesse e passasse a criar oportunidades, sem organização, mas na base da vontade.  A grande chance de empate saiu aos 35 minutos. Rafael Bitencourt encontrou Ricardo Lobo na área. O atacante fintou a marcação e foi derrubado. O árbitro Célio Amorim, de frente para  o lance, nada marcou.

A última aposta de Pingo foi Iury no lugar de João Neto. Aos 41, ele deixou Tartá na saudade e cruzou para Ricardo Lobo. O jogador cabeceou com Ivan já rendido no lance, mas a bola caprichosamente tirou tinta da trave e não entrou. A jogada deixou a torcida do Brusque agoniada, mas a sensação de alívio saiu um minuto depois. Em falta pela direita, Serginho jogou bola na área, Cleyton subiu entre a zaga do Joinville e empatou de cabeça. Foi o estopim para a festa dos donos da casa e decepção da torcida jequeana que, apesar de ainda ter chances de classificação, voltou para casa aos gritos de ‘eliminado’.
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