Bruscão empata com Marinheiro e fica em situação delicada no hexagonal

Empate em 0 a 0 manteve a equipe perto da zona de rebaixamento do Estadual

Bruscão empata com Marinheiro e fica em situação delicada no hexagonal

Empate em 0 a 0 manteve a equipe perto da zona de rebaixamento do Estadual

O sonho de garantir uma vaga na Série D praticamente acabou para o Brusque FC. O empate por 0 a 0 diante do Marcílio Dias ainda deixa o time com chances matemáticas de classificação, não muito mais do que isso. A cinco pontos do adversário faltando duas rodadas para o fim da competição, só um milagre garante o Brusque na competição. 

Além de vencer os compromissos diante do Atlético de Ibirama e Juventus, a equipe ainda precisa de dois tropeços do Marinheiro. Um deles na Ressacada contra o Avaí e outro em casa, contra o provavelmente já rebaixado Atlético. Se ainda aspira remotas chances de classificação.  A possibilidade de rebaixamento ainda é uma realidade muito próxima da equipe. Com nove pontos, o Bruscão só não entrou na zona de descenso porque os adversários diretos, Juventus e Atlético de Ibirama, também tropeçaram na rodada. O duelo particular com estas duas equipes nas últimas rodadas, define o futuro do clube.


O clássico
O Brusque buscava uma sobrevida no clássico, mas coube ao Marcílio Dias jogar a pá de cal nas prentensões dos donos da casa. Nem a estreia de Lio Evaristo no comando da equipe fez o Brusque interromper o jejum que agora é de cinco jogos sem vencer. O time chegou a criar boas oportunidades no primeiro tempo, voltou melhor no segundo e quase abriu o placar logo no início do tempo regulamentar, mas foram do Marinheiro as principais oportunidades na partida. 

Mesmo sem ver o time aproveitá-las, a torcida visitante, que encheu o seu espaço, pouco se importou ao fim do jogo. Comemoraram a vaga para a Série D. Ela deve ser confirmada na próxima rodada ou, no máximo, ser estendida até a última, dentro do Doutor Hercílio Luz. No Bruscão, o cenário foi o inverso. Vaias e palavras de ordem para alguns jogadores simbolizaram a frustração do público que compareceu ao estádio.

O jogo
A proposta dos dois times ficou clara desde o início de partida. O Brusque, com Rafael Bitencourt e Aldair encostando em Ricardo Lobo e Eydison, enquanto a estratégia do Marinheiro era segurar a partida e apostar nos contra-golpes. Como um empate praticamente garantia ao clube de Itajaí a vaga na Série D, o time visitante pouco se expôs e catimbou bastante durante a primeira etapa. A cera dos adversários irritou os jogadores brusquenses. Em um dos lances, Cleyton chegou a dar um forte sermão em Serginho por colocar a bola para fora quando o Brusque estava no ataque.
A primeira chance dos mandantes surgiu logo com um minuto de partida, Ricardo Lobo arriscou da entrada da área, mas mandou por cima. Aos 12, ele teve outra grande oportunidade. Após ótimo passe no meio de zaga de Serginho, o atacante saiu na cara de Rodolpho, mas o goleiro fechou o ângulo e fez boa defesa. A última boa oportunidade na primeira etapa foi aos 38 minutos. Rafael Bitencourt se enroscou com o zagueiro, ficou no chão e pediu pênalti. Na sequência da jogada, Eydison quase desviou das mãos de Rodolpho. O Marcílio Dias pouco assustou nos 45 minutos iniciais de partida. As principais oportunidades do Marinheiro foram nas finalizações de Schwenck aos 13 e 20 minutos. Ambas para fora.

Etapa final
O técnico Lio Evaristo foi ousado e mandou o Brusque para cima após o intervalo. A entrada de Kiko no lugar de Aldair fez com que o Bruscão crescesse na partida. O atacante deu velocidade ao time, que passou a pressionar o adversário. Foram três grandes chances antes dos cinco minutos. Primeiro Bispo cabeceou perto da própria meta e quase fez contra. Na sequência, Rafael Bitencourt arriscou de fora e chutou muito perto. Depois, foi a vez de Kiko obrigar o goleiro do Marinheiro a fazer uma boa defesa.

Sentindo o domínio do Brusque, o técnico Guilherme Macuglia optou por colocar sangue novo na equipe. Tauã entrou na vaga de Harison. A troca surtiu efeito e o Marinheiro voltou a assustar nos contra-golpes. Aos 20, a equipe perdeu as duas principais oportunidades do jogo em sequência. Primeiro, em cruzamento na área, Anderson Lopes, sozinho, finalizou na trave. Na volta, em confusão na área, o próprio jogador e Anderson Bispo, caídos, tentaram a finalização. O último tocou na bola que passou raspando à trave. Um minuto depois, foi a vez de Schwenck perder um gol incrível. O jogador recebeu na pequena área, livre, mas chutou em cima de Wanderson, na sobra a bola bateu no próprio atleta e foi para fora.

Apresentando cansaço em razão do forte ritmo no início da etapa, o Bruscão caiu de rendimento e proporcionou diversos contra-ataques ao adversário. Lio Evaristo ainda abriu de vez o time ao tirar Ricardo Lobo e colocar Leandrinho, dois dos jogadores que foram pivôs da polêmica saída de Joceli dos Santos. O primeiro saiu aplaudido enquanto o substituto, que chegou a fazer criticas ao ex-treinador no fim do clássico, entrou vaiado. João Neto ainda deu lugar para Eliélton nos minutos finais da partida, mas as principais chances após a metade do segundo tempo foram do Marinheiro. 

O Brusque errava muito no último passe, e ficava exposto aos contra-golpes do adversário. Os velozes Tauã e Anderson Lopes incomodaram. O primeiro ainda perdeu uma grande chande de liquidar a fatura já nos acréscimos. Depois de Leandrinho finalizar na rede pelo lado de fora pelo Brusque, o jogador saiu na cara de Wanderson, que fez a defesa. Na sobra, rolou para Léo Franco. O atleta finalizou para as redes, mas a bola pegou no pé de Néris e foi para fora.
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