Bruscão toma gol em bobeira da zaga no primeiro tempo, domina o segundo, mas perde para o Marcílio Dias

Marreco foi derrotado por 1 a 0 para o Marinheiro e precisará fazer o papel de casa para subir

Bruscão toma gol em bobeira da zaga no primeiro tempo, domina o segundo, mas perde para o Marcílio Dias

Marreco foi derrotado por 1 a 0 para o Marinheiro e precisará fazer o papel de casa para subir

O Brusque lutou, pressionou, mas não conseguiu superar o Marcílio Dias na noite desta quarta-feira (18) e complicou sua situação no quadrangular final da Divisão Especial. Em um primeiro tempo em que mais correu atrás da bola do que teve o controle dela, o Bruscão pagou com a derrota em um lance de saída errada na defesa. 

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Toni não perdoou e marcou o gol da vitória do Marinheiro aos 34 minutos de jogo. Depois, o Bruscão dominou o adversário no segundo tempo, mas não teve competência para colocar a bola na rede do Marcílio Dias.
A derrota deixou o time na lanterna do quadrangular com quatro pontos, ainda sem computar os pontos da partida interrompida com o Marinheiro. O quadricolor se obriga agora a superar Tubarão e Concórdia nos próximos dois jogos. Ambas as partidas serão no Augusto Bauer. Qualquer tropeço em casa praticamente elimina a equipe da competição.

O jogo
Brusque e Marcílio Dias protagonizaram um primeiro tempo de jogo fraco tecnicamente, com muitos passes errados e poucas oportunidades de gols para as duas equipes. Foram apenas oito chutes a gol em todo o primeiro tempo. Apenas três deles tiveram direção certa. Dois do Marcílio e um do Brusque.

Os dois times iniciaram a partida com surpresas. Kappa entrou na ponta esquerda pelo Marinheiro. No Brusque, Marcelo Quilder foi o escolhido para o lugar de Serginho. O Marinheiro começou buscando mais o jogo, enquanto o Brusque fazia forte marcação no meio e deixava somente Eydison à frente.

A tática dava certo e o clube administrava com tranquilidade as principais investidas do Marinheiro. O primeiro chute a gol do time da casa foi apenas aos 13 minutos, mas não levou perigo à meta de Fabão. O do Bruscão foi aos 21. Marcelo Quilder recuperou bola no meio de campo e tocou para Eydison. O atacante saiu na cara de Eduardo, mas na hora da finalização foi travado por Plínio. Na continuidade da jogada, Saraiva cruzou no meio da área, mas a zaga do Marinheiro afastou.

Aos 25 minutos, após falta cobrada na área,  Juliano teve boa chance, mas o atacante finalizou por cima da meta de Fabão. A primeira conclusão a gol do Brusque veio apenas aos 28 minutos. Junai chutou forte, mas Eduardo fez defesa segura.

O lance que decidiu o jogo surgiu após uma bobeada da zaga do Marreco. Quando a equipe começava a se soltar no jogo, foi castigada após dois erros seguidos na saída de bola. O segundo foi fatal. Flavinho recebeu na fogueira e perdeu a bola. Em cruzamento vindo da direita, a zaga cochilou e Toni apareceu atrás da marcação para completar para as redes, na cara de Fabão.

O gol deu moral ao Marinheiro, que foi com tudo para cima do quadricolor. O Marcílio Dias começou a cruzar bolas na área. Em uma da jogadas, Kappa tentou de bicicleta, mas mandou para fora. Aos 40 minutos, o Bruscão perdeu a grande chance do empate. Saraiva cruzou, o goleiro Eduardo saiu e não achou nada, a bola parou nos pés de Cleyton. Sozinho, o zagueiro só tinha o trabalho de tirar da zaga, mas mandou por cima do gol desperdiçando a principal chance da equipe no jogo. A última oportunidade foi com Santos. O jogador arriscou de longe, mas chutou por cima da meta de Eduardo. 

Brusque domina, mas peca na finalização
O Brusque voltou para o segundo tempo com outra postura. O time saiu para o jogo e encurralou o Marinheiro em seu campo de defesa. Em 20 minutos, o Marreco criou o dobro de oportunidades do que na primeira etapa inteira. Foram seis finalizações e pelo menos três grandes chances de abrir o placar. Com direito a duas bolas na trave. Uma com Santos, que meteu uma pancada de fora da área, a bola beijou o travessão e saiu. A outra após escanteio na área, o goleiro Eduardo espalmou para cima, na sobra, Mineiro tentou afastar e pegou errado, a bola quicou e bateu na trave antes de a zaga afastar.

Quando estava bem perto do empate, o Bruscão ficou com um a menos. Apesar disso, continuou melhor e na pressão sobre o adversário. Na segunda etapa, foram nove finalizações da equipe quadricolor contra apenas duas do adversário. A primeira delas apenas aos 32 minutos do segundo tempo, em cabeçada que passou por cima do gol de Fabão.

Pouco depois, Rogério Perrô abriu de vez o time. Colocou Cidinho no lugar de Saraiva. Aos 39, a zaga do Marcílio Dias falhou, Flavinho avançou pela esquerda e encontrou Eydison livre na área, mas a bola bateu em Plínio e quase enganou Eduardo. Cidinho tentou surpreender o goleiro adversário quatro minutos depois, mas o arqueiro defendeu sem dificuldades.

A última chance foi do Marcílio Dias, em contra-ataque, Rincon recebeu livre e ia saindo na cara de Fabão, mas o jogador do Marinheiro não conseguiu fazer o domínio e perdeu a oportunidade.
Lamentação
O clima dos jogadores era de frustração após a partida. Para o atacante Cidinho, a equipe deixou de manter a postura dos dois últimos jogos, por isso foi derrotada. Ele lamentou o lance do gol que decretou a vitória ao Marinheiro. “Cochilamos muito na partida e tomamos gol bobo que não pode”.

Flavinho também ressaltou o erro na saída de bola, que foi crucial para a derrota. “Clássico se decide nos detalhes, acabei errando e eles pegaram nossa defesa saindo e conseguiram fazer o gol”, assumiu. 
Apesar do abatimento, o jogador valorizou o segundo tempo da equipe, quando o time dominou o adversário e teve chances de sair com um resultado melhor. “Mostramos no segundo tempo que podíamos jogar de igual. Infelizmente, o gol não veio”.

Rogério Perrô adotou a mesma linha do atleta ao justificar a derrota. Ele diz que mesmo com um a menos a equipe se manteve superior ao adversário e só saiu com o resultado negativo pelo mau aproveitamento nas finalizações. “A equipe cresceu mesmo com um jogador a menos. Construímos várias chances de gol. Infelizmente, não tivemos competência para empatar”.

Ele comentou sobre a escolha de Marcelo Quilder para vaga de Serginho, já que também não podia contar com Néris, suspenso. Mesmo com a derrota, o treinador considera que foi a melhor opção para a partida. “Com a saída do Sérgio, colocamos o Santos atrás e o Marcelo mais aberto para fechar o lado esquerdo. Num todo deu certo. O detalhe do jogo foi àquela bola, mas não podemos lamentar e temos que pensar já no Tubarão domingo.

Brusque e Tubarão se enfrentam às 16h no Augusto Bauer. As duas equipes precisam da vitória para se manterem com chances de classificação. O adversário também vem de derrota. Foi superado pelo Concórdia por 2 a 0 no Oeste do Estado.
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