Os descendentes de poloneses são um contingente significativo da população brasileira. Os números variam conforme a fonte, alguns autores estimam em 800 mil pessoas, mas os líderes da comunidade polaca acreditam que ultrapassa 2 milhões de pessoas.

A Braspol, entidade nacional com sede em Curitiba representativa dos polônicos, contabiliza mais de 330 núcleos de descendentes espalhados por 16 estados, mas a grande maioria está no Sul do país.

Depois de saírem de Brusque, em 1869, e se estabelecerem em Curitiba, os poloneses criaram outras colônias no estado, por isso o Paraná é o mais representativo e a capital do estado concentra o segundo maior contingente de polônicos do mundo.

De acordo com o Consulado Geral da Polônia em Curitiba, atualmente cerca de 10% da população paranaense é descendente de polacos. Além de Curitiba, o interior e a região que faz limite com Santa Catarina têm grande número de descendentes.

O território catarinense também tem considerável número de habitantes com ascendência polaca. No caso catarinense, a maior parte deles se concentra ao Norte, próximo aos municípios de Porto União e Canoinhas. A cidade mais polonesa de Santa Catarina é Itaiópolis, na mesma região.

O fato de essas cidades catarinenses terem grande número de descendentes tem relação com a Guerra do Contestado (1912-16), que alterou a divisa entre os estados, com isso os municípios que pertenciam ao Paraná passaram a integrar Santa Catarina.

Dança do Coral e Grupo Folclórico Polonês Karolinka no mesmo evento, que teve apoio do Consulado Geral da Polônia | Foto: Casa da Cultura Polônia Brasil/Divulgação

O Rio Grande do Sul também foi colonizado por poloneses. Em 1886, um grupo de imigrantes fundou as colônias Santa Teresa e Santa Bárbara. O estado recebeu levas de imigrantes na década de 1890 até a 1ª Guerra Mundial.

Muitos poloneses emigraram em decorrência da 1ª e da 2ª Guerra Mundial. Os refugiados de guerra acabaram por se estabelecer entre os gaúchos. Há uma concentração grande de descendentes em Ijuí, Caxias e Lagoa dos Patos.

O Espírito Santo também tem quantidade significativa de descendentes. O estado começou a receber polacos na década de 1870. Há relatos de que foi em 1870 e outros de que foi em 1873.

Eram poloneses da região da Pomerânia e da Silésia. Assim como no caso de Brusque, eles vieram para o Brasil como “alemães”, pois essas regiões estavam sob domínio da Prússia. O grupo se estabeleceu na região da cidade de Águia Branca, que ganhou este nome porque na bandeira polonesa tem uma águia branca.

Há descendentes de poloneses em todos os estados, mas, de forma organizada pela Braspol, estão em 16. Estudiosos e entidades apontam dificuldade em calcular quantos descendentes existem atualmente, já que estão totalmente integrados à sociedade brasileira.

Mas os traços na cultura, culinária, artes e no cotidiano é marcante e irrefutável em todo o Sul do país, sobretudo em Curitiba.


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