Brusque tem maior índice de perda de empregos da região em 2015

Levantamento do Observatório Social mostra que demissões atingiram 6,18% dos empregos formais no ano passado

Brusque tem maior índice de perda de empregos da região em 2015

Levantamento do Observatório Social mostra que demissões atingiram 6,18% dos empregos formais no ano passado

20160210-5Levantamento feito pelo Observatório Social de Brusque e região (OSBr) para o Município Dia a Dia mostra que a cidade foi a mais afetada pelo desemprego, na região, em 2015. A comparação foi feita com municípios próximos e com os de estimativa populacional semelhante.

A metodologia que instituiu o município como o campeão no quesito desemprego em 2015 leva em conta o total de empregos formais registrados no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o número de postos de trabalho fechados no ano.

Em Brusque, são 48.946 os empregos formais, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do MTE. Em 2015, foram 3.024 postos de trabalho fechados.

Na prática, isso significa que o desemprego atingiu 6,18% do mercado de trabalho formal, índice maior do que cidades como Blumenau, Itajaí, Balneário Camboriú, Lages e Rio do Sul. Em todas as cidades avaliadas, houve retração na empregabilidade, mas em proporção menor do que Brusque.

Em Joinville, maior cidade do estado, o desemprego atingiu 5,23% do mercado de trabalho, sendo esse o que mais se aproxima do patamar de desemprego registrado em Brusque. Em Itajaí, o desemprego afetou 2,90% da população economicamente ativa, e em Blumenau 4,11%.

Na avaliação do Observatório Social, o cenário de crise política e econômica no Brasil reflete diretamente nas empresas da região, impactando na diminuição da oferta de emprego.

Ainda segundo o levantamento, 2015 foi o primeiro ano, considerando a série histórica divulgada desde 2007, que o município teve mais demissões do que admissões.
Nos últimos nove anos, com exceção de 2015, as contratações se mantiveram elevadas, o que gera um saldo total de mais de 9 mil empregos criados em quase uma década.

A virada na economia passou a ter efeito no município em 2014, quando a empregabilidade ainda manteve saldo positivo, mas em menor escala: apenas 800 contratações a mais do que demissões. Nos anos anteriores, a média foi superior a 1,5 mil novos postos de trabalho criados anualmente.
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