Brusque vence o Barroso em jogo com confusão na arquibancada

Time assume vice-liderança momentânea; barrosistas e brusquenses discutiram no setor de cadeiras

Brusque vence o Barroso em jogo com confusão na arquibancada

Time assume vice-liderança momentânea; barrosistas e brusquenses discutiram no setor de cadeiras

Um jogo de cinco gols marcou a primeira partida de duas equipes do Vale do Itajaí, Brusque e Almirante Barroso. Em campo, o jogo pegou fogo e o Barroso buscou o empate com todas as forças, mas o time da casa foi superior técnicamente. Já na arquibancada, confusão: barrosistas presentes nas cadeiras comemoraram e provocaram a torcida local, que revidou com ofensas. Por pouco, não houve uma confusão generalizada no Gigantinho, e a Polícia Militar precisou intervir, se posicionando perto do camarote do Barroso.

Com o resultado, o Brusque assume a vice-liderança momentânea, embora o Criciúma possa tomar esse lugar nas próximas rodadas. O próximo jogo do quadricolor será sábado, às 16h, contra o Inter de Lages na Serra.

Um golaço para levantar o nível

O primeiro tempo de partida não foi de primor técnico para nenhuma das equipes. Jogando com praticamente nove homens do meio campo para trás, o Barroso tentava se segurar enquanto o time de Pingo até buscava o ataque, mas os erros de passe dificultavam a missão.

Marquinhos, estreante da noite com a camisa quadricolor, fez um bom início de partida. No entanto o atleta não conseguiu desempenhar seu papel durante muito tempo. Aos 23 minutos, ele caiu no gramado, notóriamente cansado, mostrando que não daria mais para ele. Pingo teve que apostar novamente em Willian. Mal sabia que a substituição forçada seria responsável pelo lance do gol.

Aos 30 minutos, Willian recebeu lançamento na esquerda, dominou no peito com estilo e cruzou com força, preciso, em direção a Belusso. O artilheiro do Bruscão não perdoou e marcou um golaço, de costas, realizando a famosa ‘puxeta’. A torcida explodiu na arquibancada, mas mal sabia o sufoco que passaria no restante da etapa. O Barroso foi para cima depois do gol tomado, apostando principalmente em Chuva, Abner e Safira. O trio deu sufoco para Clayton e Neguete, além de, é claro, Rodolpho. O goleirão precisou trabalhar bem para manter a vitória até o fim do primeiro tempo.

Gols e confusão

O Barroso voltou dando pressão no Brusque, mas o time da casa não queria saber de conversa. Em uma das primeiras chances na etapa final, Eliomar fez uma pintura no Gigantinho. Ele recebeu bola na frente da área e arriscou o chute colocado, vencendo Rodolfo e ganhando o abraço da torcida. O camisa 10, que substituiu Assis, prova em cada jogo que pode ser o titular de vez.

Mas não deu muito tempo para comemorar. Aos 10 minutos, Schwenck, artilheiro que havia acabado de entrar, balançou as redes. Chuva correu pela esquerda, passou como quis pela defesa e tocou pro meio, achando o atacante que colocou ela pra dentro. A partir daí o Brusque acordou e passou a pressionar, errando menos passes. Não demorou e o terceiro gol quadricolor saiu. Carlos Alberto foi lançado entre a defesa e cutucou ela para as redes.

Assim que o camisa 7 marcou, uma confusão tomou conta do setor das cadeiras do Brusque. Torcedores e dirigentes do Barroso trocaram provocações com a torcida da casa. O presidente, Danilo Rezini, precisou interceder para que uma briga não acontecesse. Os policiais à disposição chegaram para conter os ânimos e, enquanto a discussão rolava, a bola entrava: gol do Barroso. Carlos Henrique passou como quis pela defesa e colocou ela lá dentro.
O Brusque teve claras chances de marcar o quarto, mas faltava sorte e a defesa barrosista trabalhou bem. O time da casa esteve mais perto de marcar mais um do que os visitantes empatarem e, segurando bola no ataque, conseguiu concretizar a vitória.

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