Brusquenses contam o que viram enquanto cruzaram o Brasil de Norte a Sul

Leandro, Fábio e André enfrentaram a temida rodovia Transamazônica

Brusquenses contam o que viram enquanto cruzaram o Brasil de Norte a Sul

Leandro, Fábio e André enfrentaram a temida rodovia Transamazônica

“Foi a viagem mais marcante que já fiz, negativamente. Porque a floresta está toda destruída, não há mais vida ou mata”, diz Leandro Cesar Pereira. Junto com André Fernando Zen e Fábio Dias ele cruzou a temida rodovia Transamazônica e o Brasil e de Norte a Sul. Os últimos integrantes do trio de aventureiros chegaram a Brusque no dia 20 de janeiro, depois de quase 40 dias rodando pelo país.

Leandro, André e Fábio partiram de Brusque no dia 14 de dezembro de 2015. O Município Dia a Dia acompanhou a partida do trio. Eles cruzaram 11 estados, mais de 10 mil quilômetros em duas rodas para conhecer o país e sentir o vento bater no rosto. As dificuldades durante a viagem foram muitas, desde problemas mecânicos até de saúde.

Foram vários problemas durante quase 40 dias de viagem / Foto: Divulgação
Foram vários problemas durante quase 40 dias de viagem / Foto: Divulgação

Contudo, André, o mais novo e “verde” do grupo, afirma que “valeu muito a pena pelo conhecimento”. Afinal de contas, eles passaram pela BR-230, a temida Transamazônica. Nesta via, é comum caminhões e carros atolarem por causa das más condições. Este era um dos medos do trio antes da partida, tanto que levaram pneus especiais para lama na bagagem.

Fábio, um pouco mais experiente em viagens longas de moto, também não se arrepende da aventura. “A viagem foi muito boa para conhecer o país”, comenta o motociclista. Juntos, os três enfrentaram poucas e boas em cima de duas rodas.

Problemas

Leandro conta que o primeiro obstáculo aconteceu logo no quarto dia, no Mato Grosso do Sul. A moto de Fábio teve problemas mecânicos e precisou de reparos. A mulher dele enviou uma nova peça por avião, mas foram quase três dias parados esperando. Fábio não sabe ao certo o que aconteceu, porém, ressalta que tudo se resolveu rapidamente.

O segundo problema, mais grave, foi de saúde. Fábio e André tiveram um mal estar estomacal. O primeiro conseguiu recuperar-se no decorrer da viagem, André, por sua vez, não ficou tão bem. “Quebra o ritmo da viagem”, diz o jovem motociclista. Ele acredita que adoeceu por causa de alguma comida estragada que ingeriu.

André procurou ajuda em farmácias e retornou para casa logo depois da Transamazônica. “Acabei voltando porque estava mal do estômago, e a padaria [onde ele trabalha] estava em reformas e eu queria acompanhar. Voltei mais por opção”, explica. Apesar disto, ele afirma que aprendeu muito com Fábio e Leandro, motociclistas mais experientes.

Impressões da Amazônia

O trio é formado por apaixonados por motos. Daquelas pessoas que gostam de sentir o vento bater no rosto e pilotar país afora. Mas o objetivo da viagem não foi apenas este, mas também conhecer o Brasil. Este objetivo, eles são unânimes que se não alcançaram chegaram muito perto.

“Eu imaginava muita floresta, com árvores nativas. Pelo contrário, floresta quase não vimos, as tem muita fazenda. As vilas que vimos no mapa já são cidades com infraestrutura”, diz Fábio.

Leandro se diz estupefato com o que viu. “Valeu a pena pelo conhecimento, se alguém vier falar comigo sobre a Amazônia eu posso replicar”, afirma. Uma das coisas que mais chamou a atenção dele foi desmatamento. “Muitas árvores estavam queimadas”. Eles dormiram com índios e a população local.

Garimpos

Os motociclistas também saíram um pouco do caminho para visitar os garimpos no rio Xingu, um afluente do rio Amazonas. As imagens, descrevem, são impressionantes. Há muito segredo. Para poder visitar o local, foi necessário um dia de conversa, comenta Leandro. As balsas que extraem o ouro têm capacidade para até 8 quilos.

Caminho de volta

Após a Transamazônica, Leandro e Fábio (André voltou para casa) foram para os lençóis maranhenses. “As paisagens são paradisíacas, vale a pena”, diz Fábio. Ainda no Maranhão, os dois passaram por Alcântara, o município que ficou conhecido nos anos 2000 porque lá seria instalada uma estação de lançamento de foguetes.

 

 

 

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