Brusquenses investem na hospedagem de turistas por meio de plataforma online

Conheça a experiência de quem disponibiliza quartos ou o imóvel pelo Airbnb

Brusquenses investem na hospedagem de turistas por meio de plataforma online

Conheça a experiência de quem disponibiliza quartos ou o imóvel pelo Airbnb

Em Brusque existem 23 imóveis disponíveis no Airbnb, uma plataforma online que possibilita a locação por meio de diárias. São encontradas opções de quartos, apartamentos, casas, chalé, hostel e hotel. O negócio tem se popularizado no município.

A proposta atraiu, por exemplo, a atenção do casal de empresários Diogo Adami Sartori, 33 anos, e Renata Rubick Zunino Sartori, 33. Os dois, juntos com os dois gatos de estimação do casal, disponibilizam um quarto para hóspedes no apartamento deles, no Jardim Maluche.

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Diogo é membro da plataforma desde dezembro de 2014, mas relata que fez seu primeiro anúncio tempos depois. Renata descobriu sobre a ideia após o casal receber a primeira consulta.

“No começo, eu fiquei um pouco receosa. Pensei: ‘uma pessoa estranha dentro de casa. Mas se a pessoa se programou para estar aqui vamos aceitar, e ver como é que é’,” recorda.

O registro da primeira estadia do casal é de 4 de fevereiro de 2016. Foi um teste que deu certo. “Acabou que sempre tivemos experiências bem legais, sempre conhecemos pessoas muito interessantes”, completa Renata.

Desde então, os dois são anfitriões pelo Airbnb. No site da plataforma consta que existem mais de seis milhões de anúncios no mundo todo, em 100 mil cidades e em mais de 190 países e regiões.

A proposta também atraiu a família da consultora empresarial Jennifer Elaine de Souza Assino, 34, que disponibiliza a casa inteira para os hóspedes. As motivações foram o aproveitamento do espaço, uma renda extra e custeio de despesas da casa.

A residência pertence aos pais de Jennifer, Marilda Darosci de Souza, 59, e Valmir de Souza, 60, ambos aposentados. Os dois dividiam-se entre uma casa na praia e um sítio no interior, portanto a casa na cidade ficava fechada.

Luiz Antonello

A família preferiu disponibilizar o imóvel em curtos períodos de tempo do que alugar em definitivo, no formato mensal.

“De vez em quando eles querem vir para cá e a casa está toda mobiliada. Então, foi uma solução interessante para mantê-la. Ao mesmo tempo que alguém usa, as coisas também estragam menos, pois ficam em funcionamento”, explica Jennifer, que é responsável pela gerência das locações.

A família chegou a investir em um apartamento específico para locações pela plataforma, mas não foi rentável por não ter demanda suficiente. A ideia, neste caso, é alugá-lo definitivamente, ou até vendê-lo.

Entretanto, a família está contente com a casa. A mãe, Marilda, destaca que não é uma renda fixa. “Tem meses que aluga mais, tem meses que não aluga nada. Para nós é lucrativo, pois a casa já estaria fechada”, complementa.

Prós

Para Diogo e Renata, a flexibilidade do aplicativo é um atrativo. A solicitação para hospedagem no apartamento deles não é automática, mas por consulta. “Depende de nós, aceitarmos ou recusarmos”, ressalta Diogo.

A plataforma cobra 3% do valor de cada hospedagem. O Airbnb também oferece um seguro de até um milhão de dólares, cerca de R$ 3,5 milhões, contra danos à propriedade, neste caso, sem custos adicionais.

“O resto das regras é você quem decide. Eu decido se quero hospedar homem ou só mulher, ou se a pessoa só utilize o quarto e não o resto da casa. Eu que decido se a pessoa vai receber a cópia da chave ou não. A casa é sua, e o Airbnb deixa bem claro que quem manda é você”, completa.

Para Jennifer, a segurança é o principal destaque do Airbnb. Ela conta que não faz locação por fora do aplicativo, com exceção de pessoas conhecidas. “Ele é um aplicativo rápido, com uma comunicação dinâmica. Na plataforma, tu tens que manter a sua reputação, zelar pelo o seu nome”, explica.

A oportunidade de trocar experiências de viagens e criar amizades aconteceu com ambas as famílias. “Alguns, quando saíam, a gente tinha a impressão que já nos conhecíamos há muito tempo, um amigo que veio nos visitar”, conta Diogo.

Para Jennifer, o contato com outras culturas soma na experiência. “Além do lucro, o interessantes são as histórias e as pessoas que a gente acaba conhecendo. Isso é muito legal. Tem duas formas de você conhecer o lugar, tu indo pra lá ou conhecendo as pessoas”, explica.

Contras

Jennifer avalia que o ponto negativo é o modelo de negócio, e não a plataforma. “Não é somente alugar e o dinheiro entrar na conta, tem que preparar a casa antes, receber as pessoas”, conta.

Segundo ela, como muitas pessoas vêm de outras cidades, já aconteceu de atrasarem horas a mais para chegarem na casa.

“Então, tens que saber que tu tens responsabilidades, a partir do momento que você se compromete a receber, tens que estar disposto a fazer concessões de horário”, complementa.

Diogo e Renata destacam a perda da privacidade, pois permanecem no apartamento enquanto o hóspede utiliza o quarto. Além disso, o casal mora com dois gatos, a tímida Candy e o sociável Cookie.

“O Cookie não me deixa dormir, porque fico preocupada de ele acordar os hóspedes”, conta Renata. Ela se refere ao costume do gato de abrir as portas que estão fechadas no apartamento.

O trinco da porta do quarto de hóspedes está enfaixado para minimizar o barulho. “Ele acha um absurdo aquela porta ficar fechada, o quarto é dele”, completa.

Luiz Antonello

O casal diz que isso nunca atrapalhou a hospedagem de ninguém e que os gatos são carinhosos e curiosos. Diogo destaca que informa a presença dos bichinhos no anúncio na plataforma.

“Para não correr o risco da pessoa chegar aqui e descobrir que tem um gato, ou que tem alergia, ou não gosta”, adianta. Caso a pessoa não goste dos bichinhos, o próprio casal não aceita a hospedagem.

Atrativos de Brusque

O máximo de tempo que a família de Jennifer locou a casa foi no período de sete dias. Foi para uma família de Belém (PA), que veio motivada pela reportagem sobre a segurança da cidade, veiculada no programa Globo Repórter.

“Nessa época a gente recebeu muitas pessoas, depois da reportagem”, conta Jennifer.

Diogo relata que o público que o casal normalmente hospeda são pessoas que estão de mudança para Brusque. “A pessoa vem para cá, mas fica uma ou duas semanas estudando a cidade, qual é o melhor bairro, locomoção, o trânsito”, explica.

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Caso esse não seja o propósito, outro chamariz de hóspedes são os eventos de Brusque. Jennifer avalia que a maior demanda é entre outubro e dezembro. “A gente já tem até clientes fixos, que já conhecem. Tem um pessoal que ficaram três ou quatro vezes aqui”, explica.

Para ela, estar nesse tipo de negócio a possibilita estar atenta aos motivos de turistas visitarem Brusque. “Quem não viaja muito e está acostumado a cidade, não percebe a quantidade de atrativos que temos aqui. Temos muitos eventos, por mais que tenha um que não te agrade, vai agradar outros, e isso gera um movimento para a cidade”, finaliza.

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