Brusquenses já recebem fosfoetanolamina

Decisões da justiça de Brusque garantem acesso de pelo menos 15 brusquenses à droga

Brusquenses já recebem fosfoetanolamina

Decisões da justiça de Brusque garantem acesso de pelo menos 15 brusquenses à droga

Nos últimos dois meses, pelo menos 15 brusquenses ganharam o direito a receber a fosfoetanolamina – popularmente conhecida como “pílula do câncer” – por meio de decisões da justiça de Brusque referendadas pelo Tribunal de Justiça do estado.

Em nome da mãe, que tem câncer, a farmacêutica Andreia Bodenmuller de Oliveira Hank entrou na justiça em outubro do ano passado para ter acesso à fosfoetanolamina e apenas recebeu o medicamento no início deste mês.

“A mãe utiliza a fosfoetanolamina há um ano e oito meses. Antes, recebíamos de doação, que acabou sendo interrompida. Então tivemos de usar meios judiciais pra conseguir. Desde que ela começou a usar, ela melhorou a disposição, começou a comer melhor. A força muscular melhorou bastante também”.

Andreia aconselha as pessoas a entrarem na justiça em busca da droga, no entanto, ela alerta sobre a importância de, durante a espera pela fosfoetanolamina, o paciente procurar auxílio de profissionais da saúde para melhorar o sistema imunológico.

“Minha mãe, além de tomar a fosfoetanolamina, também toma suplementos pra melhorar o sistema imune. Não é do dia para a noite que a gente vai consertar a casa, mas a melhora de quem usa a fosfoetanolamina é muito grande”, afirma.

A pílula

A fosfoetanolamina sintética, ou “pílula do câncer”, é um medicamento ainda em estudo e sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A pílula ganhou popularidade depois que pacientes com câncer relataram significativa melhora ou mesmo cura com o uso.

Em nota divulgada no início de janeiro, a Universidade de São Paulo (USP), instituição em que a fosfoetanolamina é pesquisada, disse que tem recebido “uma quantidade expressiva” de medidas liminares ou de antecipação de tutela que buscam o fornecimento da droga.

Em dezembro, a USP já havia se manifestado sobre o assunto dizendo que a fosfoetanolamina foi estudada como um “produto químico” e que não existe “demonstração cabal” de que tenha ação efetiva contra a doença. A universidade havia dito ainda que a substância está disponível no mercado, produzida por indústrias químicas, e que pode ser adquirida pelas autoridades públicas.

20160229-9

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