Brusquenses relembram 25 anos da passagem do Papa João Paulo II em Santa Catarina

Ele esteve em Florianópolis em outubro de 1991 e atraiu uma verdadeira multidão

Brusquenses relembram 25 anos da passagem do Papa João Paulo II em Santa Catarina

Ele esteve em Florianópolis em outubro de 1991 e atraiu uma verdadeira multidão

No mês de outubro, comemorou-se 25 anos da passagem do Papa João Paulo II em Santa Catarina. Considerado um dos papas mais amados da história, João Paulo II esteve em Florianópolis no dia 18 de outubro de 1991 para celebrar a missa e a beatificação de Madre Paulina, no aterro da Baía Sul, nas imediações onde hoje está o Centro de Convenções Centrosul e o Tribunal de Justiça.

Mesmo passados tantos anos, quem esteve no local não esquece a emoção de estar próximo de um papa tão marcante, não apenas para os católicos, mas para todas as crenças.

A brusquense Teresinha Krieger Merico, 79 anos, foi uma das milhares de pessoas que presenciou a celebração da missa por João Paulo II. Ela é irmã de Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador, que na época, era arcebispo de Florianópolis. Foi na capital catarinense que ela conseguiu ficar frente a frente, pela primeira vez, com o papa. “Algumas pessoas foram escolhidas para tomar a comunhão com o Papa e eu fui uma delas”, conta.

Passados 25 anos, Teresinha não esquece do dia que esteve próxima ao papa. “Foi um grande acontecimento, emocionante. Naquela época, não era comum o papa viajar assim, então foi histórico. Pessoas de todas as regiões foram ao encontro dele”.

A brusquense se emociona ao lembrar de João Paulo II, que foi canonizado pelo Papa Francisco em 2014. “Ele já era um santo. Olhava pra gente com carinho, muito humano”.

Quem também tem boas lembranças daquele outubro de 1991 é o brusquense Guido Locks, 76 anos. Ele esteve na missa celebrada pelo papa e afirma que esse encontro teve um significado muito especial para todos os que tiveram o privilégio de participar. “Além da oportunidade de ter esse contato pessoal com o carismático e agora São João Paulo II, a solenidade de beatificação de Madre Paulina encheu os catarinenses de orgulho, alegria e emoção”.

Locks também destaca que, na ocasião, o Papa declarou que a igreja precisava de mais santos, como Madre Paulina, e conclamou o Brasil a contribuir para a concretização desse objetivo. “Esse apelo de sua Santidade vem, felizmente, se tornando realizada ao longo dos anos, haja vista o reconhecimento pela Igreja da vida santa de vários outros brasileiros”.

Sobre São João Paulo II

Karol Józef Wojtyla foi o papa e líder da Igreja Católica de 1978 até à data de sua morte, em 2 de abril de 2005. Teve o terceiro maior pontificado documentado da história, reinando por 26 anos, 5 meses e 17 dias, depois dos papas São Pedro, que reinou por cerca de 37 anos, e Pio IX, que reinou por 31 anos.

Em 19 de dezembro de 2009, João Paulo II foi proclamado “Venerável” pelo seu sucessor papal, o Papa Bento XVI. Foi proclamado Beato em 1 de maio de 2011 pelo Papa Bento XVI na Praça de São Pedro no Vaticano. Em 27 de abril de 2014, numa cerimônia inédita presidida pelo Papa Francisco, e com a presença do Papa Emérito Bento XVI, foi declarado Santo juntamente com o Papa João XXIII; sua festa litúrgica celebra-se no dia 22 de outubro.


Encontro emocionante

Além de Florianópolis, Teresinha teve a oportunidade de se encontrar com João Paulo II mais quatro vezes. O mais marcante, segundo ela, foi em 1997, no Vaticano, quando presenciou o encontro do papa com Madre Teresa de Calcutá. Abaixo, acompanhe o relato da brusquense.

“Era o dia 29 de junho de 1997. Foi muito emocionante: terminada a missa na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o Papa João Paulo II se dirigia à sacristia. Nós, da família Ramos Krieger, havíamos acompanhado a entrega do pálio a 32 arcebispos do mundo inteiro, no meio dos quais estava meu irmão Murilo, que semanas antes, havia sido nomeado Arcebispo de Maringá. De repente, Madre Teresa de Calcutá foi levada, numa cadeira de rodas, ao encontro do Papa. Quem teve o privilégio de ver aquele encontro não sabia para quem olhar: se para o rosto um tanto cansado do Papa ou para o rosto envelhecido de Madre Teresa. Era o encontro de duas pessoas aparentemente frágeis, marcadas pela idade e, particularmente, por problemas de saúde. Por outro lado, ali estavam duas personalidades, duas pessoas que conseguiam tocar, com seu testemunho, o agitado coração dos que vivam o final do século XX. Ninguém imaginava, contudo, que poucos anos depois, os dois seriam canonizados.

Dos váriso encontros pessoais que tive com o hoje S. João Paulo II, este, que foi seu último encontro com Madre Teresa de Calcutá, foi o mais emocionante”.

Colabore com o município
Envie sua sugestão de pauta, informação ou denúncia para Redação colabore-municipio