Cabeça de macaco encontrada na rodovia Pedro Merízio, em Botuverá, causa indignação nas redes sociais

O animal foi encontrado por um ciclista, que divulgou a foto

Cabeça de macaco encontrada na rodovia Pedro Merízio, em Botuverá, causa indignação nas redes sociais

O animal foi encontrado por um ciclista, que divulgou a foto

A cabeça de um macaco exposta em uma pedra no bairro Pedra Grande, na rodovia Pedro Merizio, próximo da Bateria Erbs, em Botuverá, está causando indignação na comunidade. A imagem foi divulgada nesta semana nas redes sociais. Informações de pessoas que viram o animal indicam que ele foi colocado na semana passada e que deve ter ficado por aproximadamente dois dias.

O vendedor Rafael Azevedo conta que no último sábado, 1, por volta das 16h15, estava pedalando com seus amigos na rodovia, quando se deparou com a cabeça do macaco. Ele diz que parecia que estava no local há cerca de dois dias, pois já apresentava um cheiro forte, mas ainda não estava decomposta.

Azevedo relata que a cena foi muito impactante e que não há como saber o que trouxe o animal até lá. Porém, ele acha que pessoas próximas da região mataram o animal, comeram o restante do corpo e colocaram a cabeça na pedra. “Foi por maldade ou para avacalhar com outras pessoas. Você sai de casa para fazer um esporte em contato com a natureza e dá de cara com isso. Realmente é muito triste”, afirma.

Um outro morador do bairro, que passa diariamente na rodovia, diz que também viu a cabeça na semana passada. Ele conta que agora não há mais vestígios e que acredita que o animal deve ter ficado poucos dias no local.

Características indicam que é um macaco prego

O biólogo e consultor ambiental, Rodrigo de Souza, afirma que levando em conta que a foto é verdadeira, o animal em questão trata-se de um exemplar de Sapajus sp, conhecido popularmente como “macaco prego”.

Ele explica que conforme a taxonomia proposta por Lynch Alfaro, aceitam-se oito espécies para o gênero Sapajus (S. apella, S. cay, S. flavius, S. libidinosus, S. macrocephalus, S. nigritus, S. robustus e S. xanthosternos), das quais, a espécie “Sapajus nigritus” apresenta características mais condizentes com a imagem que está circulando.

“A espécie não é endêmica (exclusivo) ao Brasil, ocorrendo também na Argentina. No Brasil está presente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, onde é residente e nativo”.

O biólogo afirma ainda que a espécie não é citada na Resolução do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) entre as espécies ameaçadas de extinção em Santa Catarina. Contudo, conforme avaliação da International Union for Conservation of Nature and Natural Resources (IUCN), o “S. Nigritus” se encontra“quase ameaçado”.

Crime ambiental

O cidadão que colocou a cabeça do animal na pedra cometeu um crime ambiental. A lei federal 9.605/98 – de Crimes Ambientais, diz que “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”, é considerado crime.

Neste caso, a punição com pena de reclusão pode variar de um a três anos, além do pagamento de multa.

O prefeito de Botuverá, José Luiz Colombi, o Nene, diz que até o contato da reportagem não sabia do ocorrido, mas que entraria em contato a Polícia Militar do município para saber quais medidas tomar.

  • Depoimentos na rede social sobre o caso

Daiane Gisele da Luz

“Nossa, que absurdo, sinceramente essas coisas me fazem desacreditar do ser humano”

Cristina de Vargas

“Tenho pena do ser humano, alguns não evoluíram.”

Vinicius Reis

“O pessoal está perdendo a cabeça”

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