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Cadeirantes enfrentam dificuldades de acessibilidade no Grand Prix

Falta de lugares especiais na Arena Brusque também atrapalha todo o público geral

Cadeirantes enfrentam dificuldades de acessibilidade no Grand Prix

Falta de lugares especiais na Arena Brusque também atrapalha todo o público geral

As arquibancadas da Arena Brusque não possuem lugares especiais para deficientes físicos, criando situações que atrapalham tanto o público geral quanto cadeirantes, que precisam assistir aos jogos nos corredores, reduzindo o espaço para o fluxo de pessoas. O estacionamento do local também não oferece vagas exclusivas ou preferenciais.

O brusquense Célio Werner se locomove com uma cadeira motorizada, e foi assistir à estreia do Brasil contra o Uruguai no Grand Prix. Além do trânsito bastante congestionado no entorno da Arena Brusque, Célio foi atrapalhado logo na chegada pela falta de vagas preferenciais para deficientes. Só atrás do pavilhão, onde ficam os ônibus de turismo, é que ele conseguiu estacionar.

Ao pedir informações para a equipe sobre por onde deveria entrar, foi orientado a entrar com o público geral. “Absurdo, porque a entrada principal possui degraus. Com uma cadeira motorizada, fica muito difícil de me carregar. Pelo menos eu sabia que havia outra entrada, com rampas, porque já fui na Arena Brusque outras vezes”, explica.

Chegando na entrada alternativa, os seguranças do local não tinham certeza se deveriam recolher o ingresso de Célio e permitir seu acesso ao ginásio. “Precisaram fazer uma consulta rápida no rádio para que eu entrasse”.

Célio entrou no ginásio e teve fácil acesso às arquibancadas, através de rampas. No entanto, sentiu falta de lugares específicos para deficientes físicos, e precisou ficar nos estreitos corredores da arquibancada, assistindo o jogo de lado. Desta forma, as várias pessoas que precisavam transitar pelos corredores acabavam, de forma involuntária, esbarrando em Célio. “Teve um rapaz que por pouco não derramou refrigerante em mim. O jogo estava ótimo, foi um show, mas tinha esse ‘porém’ incomodando, atrapalhando todo mundo”.

Outros cinco cadeirantes foram vistos por Célio, e todos tiveram a mesma dificuldade. “Um deles chegou a se irritar, disse que daquele jeito seria difícil, que iria ter que deixar o ginásio. Não sei se ele chegou a sair, mas não o vi mais depois disso”, conta Célio.

Everson Thomaz passou por situação semelhante. Enfrentou o trânsito, teve que estacionar a mais de 100 metros da entrada e passar por um caminho irregular de chão batido. Foi o primeiro cadeirante a chegar na Arena Brusque, e viu o ginásio lotar até precisar assistir ao jogo com a cadeira virada de lado. Além do desconforto, por precisar se virar mais do que o normal para poder acompanhar toda a extensão da quadra, ainda ouviu discretas reclamações por parte das pessoas que estavam na primeira fila e também tiveram sua visão atrapalhada.

“Brusque já foi bem pior nesse sentido. Mas falta acessibilidade. Há o comentário infeliz de que as adaptações para deficientes não são feitas porque eles não costumam sair muito de casa. E bem, se houvesse estas adaptações, com certeza estaríamos por todos os lugares”.

No fim de semana, Everson pretende voltar à Arena Brusque para acompanhar as rodadas finais do Grand Prix, e espera ter o seu problema parcialmente resolvido. “Ouvi que a organização vai permitir que fiquemos naquela parte do palco, atrás do gol, onde ficam as delegações”.

Fundação Municipal de Esportes está ciente e busca reparar situação
O superintendente da Fundação Municipal de Esportes (FME), Ademir de Souza, o Toto, admite as falhas de acessibilidade na Arena Brusque e diz que busca reverter a situação junto à prefeitura. “Sabemos disso, sabemos que é desconfortável. São visíveis estas dificuldades, mas temos tentado, junto à prefeitura, fazer a instalação destas vagas especiais no estacionamento e dos locais na arquibancada”.

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