Historicamente, os sistemas de transporte são considerados elementos essenciais ao desenvolvimento das sociedades. A descoberta de continentes e o desbravamento do planeta jamais teria ocorrido sem que fossem aprimorados, inicialmente, roteiros de navegação e, posteriormente, expandido-se os modais de transporte.

Ainda hoje, no entanto, os sistemas de transporte ainda precisam evoluir, sobretudo no Brasil, que carece de infraestrutura básica. Não há como os municípios atraírem investidores sem boas estradas, sem ferrovias, sem acesso facilitado para escoamento de sua produção.

Recentemente, uma greve de caminhoneiros parou o país por 10 dias. Sem escoamento da produção, em pouco tempo os supermercados ficaram desabastecidos, serviços básicos foram afetados e a população pereceu. Empresários amargaram prejuízos e escancarou-se a alta dependência do país do transporte rodoviário.

Neste caderno especial, O Município foi buscar na história as raízes da precária infraestrutura do transporte em Santa Catarina, com foco no Vale do Itajaí.

Abordaremos as propostas para construção de ferrovias no estado, que saíram do papel mas foram sepultadas pela descrença da sociedade na capacidade dos trilhos de impulsionar o desenvolvimento.

A construção da rodovia Antônio Heil e sua atual duplicação, intrinsecamente relacionadas ao abandono dos projetos ferroviários, também são esmiuçadas nas próximas páginas, assim como o futuro dos transportes no estado, com o retorno às origens e a retomada do interesse pelos trens e locomotivas.

Acompanhe, a partir de agora, uma viagem ao passado que projeta o futuro dos transportes em Brusque e região.


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