Campanha de boicote ao IPTU nas redes sociais gera debate na Câmara de Brusque

Jean Pirola acusa pessoas ligadas ao governo Paulo Eccel de apoiar o movimento

Campanha de boicote ao IPTU nas redes sociais gera debate na Câmara de Brusque

Jean Pirola acusa pessoas ligadas ao governo Paulo Eccel de apoiar o movimento

O presidente Jean Pirola (PP) criticou na sessão de ontem da Câmara de Vereadores de Brusque uma campanha nas redes sociais. Algumas pessoas, que segundo ele eram integrantes do governo Paulo Eccel, estão pedindo aos brusquenses que não paguem o IPTU, por meio do Facebook.

Pirola fez várias críticas duras. “Não vi este outro grupo político que está nas redes sociais trazer uma só ideia ao prefeito interino para aplicar na cidade. Não me venham com papo de plano de governo. Só reclamar não adianta”.

O presidente do Legislativo afirmou que “são pessoas que não pensam na cidade”. Para ele, não faz sentido uma campanha deste tipo porque o maior prejudicado é o cidadão. Pirola cobrou mais participação da oposição no diálogo para o desenvolvimento da cidade. “Esqueceram o caminho [da prefeitura]? Estavam lá até pouco tempo”.

Ele foi mais longe e disse que as pessoas que incitam os demais a boicotar o pagamento de impostos não arcam com as consequências. “Aí chega no final do ano, as pessoas que não pagam os impostos, que foram atrás deste grupo, vêm aqui pedir para aprovar o projeto do Refis [refinanciamento de dívidas]”.

A partir daí, o assunto tomou o rumo sobre qual é o papel de cada bancada. Claudemir Duarte (PT), o Tuta, saiu em defesa da oposição. Afirmou que o trabalho dos parlamentares é justamente cobrar da administração municipal, por isso fazem críticas contínuas. Também disse que reivindica ações relacionadas ao PAC Macrodrenagem no município “há muito tempo”, independentemente do governo.

Valmir Ludvig (PT) reclamou da generalização como “grupo”, disse que “pode ter sido uma indignação, uma revolta de uma pessoa”. “Não vamos fazer disso a nossa guerra”, disse o petista, que também destacou o caráter naturalmente fiscalizador da oposição na Câmara. Marli disse que a quantidade de reclamações continua alta, como já foi antes, mas os papéis se inverteram. Ela cobrou mais ações da prefeitura.

Moacir Giraldi (PTdoB) entrou na discussão e disse que a oposição está agindo da mesma forma que a atual situação agia durante o governo Paulo Eccel. Segundo ele, os requerimentos, por exemplo, são encaminhados sob a justificativa “para fins de fiscalização”. Este era, diz ele, motivo de queixas dos petistas naquela época.

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