Campanha do Sintrivest conta histórias inspiradoras de quem já venceu o câncer de mama

Sindicato realizou evento alusivo à campanha Outubro Rosa, com palestra de terapeuta

  • Por Redação
  • 9:47
  • Atualizado às 16:33

Campanha do Sintrivest conta histórias inspiradoras de quem já venceu o câncer de mama

Sindicato realizou evento alusivo à campanha Outubro Rosa, com palestra de terapeuta

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Com o objetivo de estimular a prevenção junto às mulheres da categoria e de toda a comunidade para a realização de exames de rotina que possam detectar precocemente o Câncer de Mama e de Útero e elevar o nível de cura, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque e Guabiruba (Sintrivest) realizou na tarde de sábado, 7 de outubro, o evento alusivo ao Outubro Rosa.

Mais de 100 pessoas marcaram a presença na sede do sindicato, todas engajadas a participar da campanha. “ Ninguém quer ter um problema de saúde, por isso é necessário pensarmos as melhores formas de nos prevenir desse males. Esperamos que mais pessoas se engajem nessa luta, em prol da prevenção, e se inspirem nas mulheres que homenageamos hoje e que acreditaram da cura e na vida”, afirma a presidente do Sintrivest, Marli Leandro.

Homenagem
Marli Boos, Sônia Marisa de Oliveira Zink, Jaci Baron, Marlene Lussoli Gianesini, Suzete Marcolla e Bernadete Schvambach foram as mulheres que em 2017 tiveram seus nomes estampados nas camisetas distribuídas pelo Sintrivest na campanha deste ano do Outubro Rosa.

Exemplos de força e superação, elas marcaram presença no evento, e foram homenageadas por suas histórias de vida e por venceram o câncer. As seis mulheres, de Brusque e Guabiruba, se tornaram o símbolo da campanha este ano, já que suas histórias são um lembrete de que a luta continua na vida de muitas outras mulheres e que é preciso conscientização.

“Estou muito feliz e emocionada. Foi lindo ver tantas pessoas reunidas em prol dessa campanha”, comentou Bernadete Schvambach.

Além disso, durante o evento, o público conferiu a palestra ministrada pela a terapeuta Maria Eugência Demétrio, que falou sobre medicina alternativa, alimentos e atitudes que podem contribuir para uma melhor qualidade de vida e também para a prevenção de doenças como o câncer.

“Um grama de prevenção vale mais do que uma tonelada de cura. Quem tem câncer pode buscar na natureza alguns ‘remédios naturais’, que podem contribuir em seu tratamento ou então até ajudar a preveni-lo, de acordo com o estilo de vida da pessoa”, afirma a terapeuta.

Ela diz que, por exemplo, é possível, com esses remédios, ter uma qualidade de sono, dormir cedo em um quarto escuro, respirar ar puro, ter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas, ter abstinência do que é nocivo, e fé são alguns fatores que contribuem para a saúde”, comentou na oportunidade.

Campanha
Em 2016, o Sintrivest inovou e o tradicional laço do Outubro Rosa foi representado em um bóton entregue gratuitamente às pessoas que participaram dos eventos. Já a camiseta trouxe nomes de mulheres conhecidas no Brasil e no mundo, que venceram o câncer de mama.

Atrizes, cantoras, jornalistas, estilistas. Cada uma com sua história e todas marcadas pela luta contra o câncer: Brigitte Bardot, Patrícia Pillar, Joyce Pascowitch, Elba Ramalho, Arlete Salles, Constanza Pascolato e Olivia Newton John, foram os nomes que estamparam a primeira etapa desta campanha. Em 2017 foi a vez de mulheres de Brusque e Guabiruba, que superaram a doença, e tiveram seus nomes estampados na camiseta.

Conheça as homenageadas

Marli Boos
Marli Boos tem 61 anos, é aposentada e mora em Guabiruba. No início de 2014 localizou um caroço na mama direita. Procurou atendimento médico no Posto de Saúde e foi encaminhada para uma pequena cirurgia.

O especialista, no entanto, disse que o procedimento deveria ser feito em um hospital maior e ela fez a retirada do tumor no dia 10 de março de 2014. Até ali ninguém ainda sabia da gravidade da doença.

A biópsia confirmou o câncer maligno em 21 de abril. Pelos três dias seguintes Marli não quis acreditar no resultado e só se submeteu ao tratamento pela insistência da família e dos médicos. Ela, que não fazia a mamografia anual, tinha a convicção de que não estava doente. Foram 12 sessões de quimioterapia, a cirurgia e mais 30 sessões de radioterapia. Hoje, Marli continua o tratamento via oral, com a duração de cinco anos.

Sônia Marisa de Oliveira Zink
Sônia Marisa de Oliveira Zink tem 60 anos e é a presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer. Em 2005 localizou um nódulo na mama esquerda e passou por cinco especialistas. Todos, com o mesmo diagnóstico: um tumor benigno.

O sexto médico, no entanto, além da mamografia, solicitou uma ultrassonografia e mais um nódulo foi descoberto. A biópsia foi encaminhada para análise e, cinco dias depois veio o resultado que ninguém esperava: tumor maligno. Sônia passou por uma cirurgia e fez cinco sessões de quimioterapia. Debilitada, precisou de internação hospitalar neste período.

Foram mais cinco anos de medicação via oral e hoje ela faz apenas o acompanhamento médico de rotina. Sônia nunca perdeu a fé e tinha muita certeza de que alcançaria a cura. Por isso, considera o trabalho voluntário frente à Rede Feminina como uma missão.

Jaci Baron
Jaci Baron tem 73 anos e é aposentada. Descobriu que tinha câncer nas duas mamas em 2012. Uma, em estágio mais avançado. Passou pela cirurgia de retirada total da mama esquerda no dia 5 de novembro daquele ano. E, após a recuperação, precisou de uma segunda intervenção, agora na mama direita, em meados de 2013. Além disso, foram 18 quimioterapias e mais 28 radioterapias.

Hoje ainda faz uso da medicação via oral, cujo tratamento dura cinco anos. Para ela, vencer a doença foi fácil. Garante que não passou nenhum dia de cama com a plena consciência de que não deveria se entregar. Apostou na fé, fez todos os exames necessários e cumpriu o tratamento à risca.

Encontrou na Rede Feminina de Combate ao Câncer muito mais do que apoio e alento. Hoje tem amigas que viveram a mesma história e que partilham a alegria da cura. Outras, que infelizmente ficaram pelo caminho, são guardadas no coração.

Marlene Lussoli Gianesini
Marlene Lussoli Gianesini tem 52 anos e é costureira. Em outubro de 2015 descobriu um nódulo na mama direita, durante o banho. Na hora, ficou apavorada e marcou o exame de mamografia, em seguida um ultrassom.

Com os exames em mãos, passou por uma consulta médica e o procedimento de pulsão. Uma semana antes do Natal daquele ano, veio o diagnóstico: câncer maligno. A notícia causou muita tristeza em Marlene, que foi à missa no mesmo dia e entregou nas mãos de Deus seu pedido pela cura.

Em janeiro de 2016 ela foi submetida a uma cirurgia, para retirada de um quadrante do seio esquerdo, devido ao tamanho do nódulo, que era pequeno, como um grão de feijão. Depois da cirurgia, passou por 30 sessões de radioterapia. Hoje, dois anos depois da descoberta, Marlene segue com sua profissão e com a vida em família. Ela acredita que é fundamental descobrir o câncer cedo, pois isso faz diferença em todo tratamento.

Suzete Marcolla
Suzete Marcolla tem 47 anos. É aposentada, ex-costureira e reside no bairro Águas Claras, em Brusque. Teve Câncer de Mama há 11 anos. No final de 2005 sentiu algumas dores na mama esquerda e, no início de 2006 durante um autoexame percebeu a presença de um caroço, menor que um grão de arroz.

Buscou atendimento médico e com os exames, recebeu o diagnóstico do câncer. Após a biópsia e a constatação, em março de 2006 precisou fazer a retirada de um quadrante da mama esquerda. Passou por oito sessões de quimioterapia e 30 de radioterapia.

Desde então faz o acompanhamento constante. “Os médicos explicaram que a dor que eu sentia era por que o câncer estava próximo a um nervo, pois a maioria diz que o câncer de mama é silencioso, não dói. Acredito que sempre que sentimos algo diferente precisamos verificar, pois isso faz a diferença. O autoexame e a prevenção são fundamentais. Se eu não tivesse ido atrás, poderia ter perdido a mama toda, ou então até a vida”, conta.

Para ela, além da busca pelo tratamento, outra questão foi fundamental: a fé. “Nunca perdi a esperança e foi a fé que me motivou a continuar”, completa.

Bernadete Schvambach
Bernadete Schvambach tem 58 anos e reside em Guabiruba. É dona de casa e ex-costureira. A descoberta da doença veio durante um banho, em 2013, quando sentiu um pequeno caroço na mama esquerda. Resolveu busca ajuda médica, fez exames, a biópsia, e em 23 de janeiro de 2014, dia de seu aniversário, recebeu a confirmação. Por conta do câncer estar enraizado, precisou retirar toda a mama.

“Perdi o chão naquele momento e me perguntava porque tinha ser comigo, já que sempre associamos a ideia de câncer à morte”, relembra. Em junho de 2014 começou a primeira quimioterapia, que durou cerca de um ano, além de 28 sessões de radioterapia.

O tratamento enfraqueceu o coração, a fez perder o cabelo, mas a força da família, dos amigos e a fé fizeram a diferença para superar a doença. “A minha força de viver sempre foi maior que tudo e hoje vejo o quanto isso foi importante”, comenta.

Hoje, ela dá força e esperança para mulheres conhecidas que recebem o mesmo diagnóstico que ela. “É um baque recebermos a notícia, mas depois que passa é uma alegria e uma gratidão enorme poder viver. Que toda mulher se cuide e se previna, pois só quem passou por isso sabe o quanto é difícil”, acrescenta.

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