Candidata a deputada estadual: Shirlene Cecatto defende mudanças no sistema político e investimentos no esporte

Ela quer mudanças no sistema político e corte de custos da máquina pública

Candidata a deputada estadual: Shirlene Cecatto defende mudanças no sistema político e investimentos no esporte

Ela quer mudanças no sistema político e corte de custos da máquina pública

Idade: 31 anos
Naturalidade: Brusque
Profissão: Agente administrativa
Grau de instrução: Ensino Médio completo
Religião: Católica
Nome na urna: Shirlene Cecatto
Número na urna: 77025
Candidato a presidente: Não declarou
Candidato a governador: Gelson Merísio (PSD)

Shirlene Cecatto é natural de Brusque e concorre a deputada estadual pela primeira vez. É poeta e compositora, além de esportista. Atuou na criação da Associação de Moradores do Nova Itália. Foi candidata a vereadora em 2016, quando fez 183 votos. 

Já foi secretária de um banco, assistente administrativa, vendedora, laboratorista e designer gráfica. Hoje faz faculdade de Processos Gerenciais. Nesta entrevista, ela fala sobre suas propostas. Acompanhe.

Assista à entrevista na íntegra:

Por que decidiu ser candidata a deputada estadual?
“Porque eu acredito que a política precisa de pessoas novas, com uma mente aberta e com sentido de inovar a própria política. Acredito que a gente tem que lutar pra mudar essa realidade. E eu acredito que a gente tem que cortar muitos privilégios de parlamentares. A gente tem que melhorar o orçamento do estado, da cidade, no sentido de sempre economizar para que a população seja bem atendida. E eu não estou aqui pra julgar o que foi o Temer, o que foi o Lula. Quero olhar daqui para frente, o que tem que melhorar”.

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Qual é o primeiro projeto de lei que pretende propor, caso eleita?
“É cortar privilégios de parlamentares para que sobre mais dinheiro para aplicar em todos os setores, tanto na saúde, quanto educação e combater a corrupção também”.

Qual será seu investimento prioritário com os recursos de suas emendas parlamentares? Elas serão aplicadas 100% na região?
“Sim, eu acredito que a gente tem que aplicar muito recurso em Brusque, mas a gente também tem que que olhar para o lado, porque vai ter cidades que às vezes têm algumas prioridades. Claro que a gente vai aplicar em Brusque, mas existem também exceções de outras cidades estarem precisando”.

Qual o principal problema de Santa Catarina hoje, e o que você pode fazer para combatê-lo?
“Uma coisa que eu vejo muito em Santa Catarina são os impostos. O Brasil é o país que mais cobra impostos e menos retorna para a população em forma de benefícios [Ver checagem]. Eu vou bater muito nessa questão de impostos e na questão da saúde. A gente vê aqui em Brusque muitas pessoas reclamando de não serem atendidas”.

A Assembleia Legislativa foi avaliada como a terceira mais cara do país. O que você pode fazer para mudar essa realidade? Está disposta a abrir mão de privilégios? Quais?
“Eu vou abrir mão de tudo, praticamente, e reduzir salário. Eu acho que um deputado não precisa mais do que um secretário para ajudar no dia a dia, um assessor para andar com ele. Não precisa ter ali vários secretários, vários cargos comissionados, auxílio-moradia e privilégios. A pessoa está lá para ser um representante do povo, elaborar projetos de leis, não é uma profissão, ele está lá apenas para representar o povo. É claro que eu vou abrir mão de tudo, porque eu sempre trabalhei por amor”.

Você integra o Solidariedade. Por que escolheu este partido e qual a visão programática dele?
“Na verdade eu escolhi mais o partido pelo próprio nome, o que me chamou atenção foi o nome, Solidariedade, porque como eu trabalhei com trabalhos voluntários, eu acredito que a pessoa tem que fazer por amor, tem que ser solidário. Embora a gente saiba que tenha o Paulinho da Força [presidente nacional do partido] lá, que toma algumas atitudes que muitas vezes eu não concordo. Estou dentro do partido, mas vou impor minhas ideias, nem tanto de esquerda nem tanto de direita, mas uma visão justa. Acredito que quando se é muito de esquerda, quanto apoia muito o social, como aconteceu com o Lula, acaba não apoiando muito o empreendedor”.

Você já seguiu carreira no futebol e é entusiasta do esporte. Tem algum projeto voltado para a área?
“Sim, eu quero fazer projetos, porque como joguei futebol, eu passei por muita dificuldade na minha vida por causa do futebol, porque a gente não tinha muito incentivo. Acredito em fazer projetos para incentivar tanto o futebol feminino, como todas as outras práticas de esporte, porque isso ajuda na longevidade. No tempo que eu jogava futebol as meninas estavam desanimadas porque não tinham incentivo, eram pessoas humildes, pobres, não tinham como comprar uma chuteira. O esporte precisa de um carinho e de um incentivo, principalmente para os jovens mais carentes que às vezes não têm condições de ter uma quadra para praticar um esporte, de não ter uma chuteira”.

Mas como o deputado estadual pode efetivamente ajudar nisso? Hoje já existe o programa Bolsa Atleta, que já incentiva alguns atletas. Como deputada estadual poderia ajudar nisso?
“Na verdade melhorando as emendas [parlamentares], trazendo mais recursos, porque eu acredito que ainda é pouco, ainda falta muita coisa pra ser melhorada através de emendas ou através de novos projetos. A gente vai batalhar de alguma forma para tentar ajudar nesse sentido”.

Qual a sua avaliação sobre o grande número de candidatos em Brusque? Acredita que há casos que que querem fazer desta eleição um trampolim para 2020?
“Acredito que possa ter, só que tem candidatos até a deputado que eu admiro, vamos citar aqui pessoas que nem o Paulo Eccel, pessoa que eu conheci bem, o Paulinho [Sestrem], a gente sabe que tem muita gente boa aí também. Mas tem essa questão do trampolim para as próximas eleições. Eu entrei para realmente fazer a diferença, eu acredito realmente na mudança”.

Você é contra ou a favor da manutenção as Agências de Desenvolvimento Regional? Por quê?
“Sou contra. Para economia, na verdade, quanto mais gastos puder cortar, melhor. Tem muita gente olhando, poucos trabalhando e poucos fazendo. E então a gente tem que tirar um pouco as coisas do comodismo, levar para o realismo e melhorar a economia da melhor forma possível, enxugar a máquina pública, tanto na prefeitura quanto no estado.”

De onde vêm os recursos para financiar sua campanha, e quanto você pretende investir nela?
“Eu não tenho recursos. A outra campanha que eu fiz praticamente apenas com santinhos, que é um material que todo partido fornece. Eu não pretendo gastar na minha campanha, porque eu quero fazer uma campanha muito consciente, muito honesta. Na outra campanha para vereadora também ganhei apenas santinhos para trabalhar e coloquei gasolina do meu bolso, tanto que se for ver lá nos meus gastos, eu não tive gasto nenhum. O máximo que eu pretendo gastar será R$ 5 mil”.

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Você tem como proposta a diminuição da complexidade tributária. Como propõe que isso seja feito?
“Elaborando projetos na questão tributária. O Brasil tem uma carga muito pesada, eu acho que a gente tem que mudar um pouco isso. Às vezes o candidato diz vai ser feito de uma forma, mas chega lá na hora de aprovar e tem que ser feito de outra forma. A gente vai tentar chegar na melhor forma possível para ser o melhor para a população. Não adianta eu chegar e dizer assim ‘olha vai ser aprovado isso aqui, eu vou fazer isso aqui’ porque a gente sabe que lá a realidade é bem outra”.

Uma das suas propostas sugere incentivar o empresário a manter seu negócio. O que um deputado estadual pode fazer, na prática, para incentivar a geração de empregos?
“O deputado estadual pode apoiar bastante o empreendedorismo. A gente tem que apoiar mais o microempresário, na redução de impostos, de encargos, de burocracia, acreditar no empreendimento, acreditar no novo, acreditar no potencial das pessoas. Tem que tirar um pouco a burocracia para o lado do empreendedor”.

O Brasil é o país que “mais cobra impostos e menos retorna para a população em forma de benefícios”?
Estudo com 30 países divulgado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostra que o Brasil é o país onde os impostos arrecadados menos se convertem em serviços para a população. Para calcular as posições de cada país, o IBPT criou o Índice de Retorno De Bem Estar à Sociedade. As posições de cada país foram calculadas com base em dados econômicos (carga tributária) e sociais (IDH). O Brasil aparece em último no ranking por cinco anos consecutivos.

No entanto, não é o país que mais cobra impostos no mundo. O mesmo estudo mostra que o Brasil tem a 14ª maior carga tributária do mundo, consumindo 35,04% do Produto Interno Bruto (PIB). Dinamarca, Finlândia e Bélgica lideram o ranking de arrecadação.

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