Candidato ao Senado, Professor Antônio pelo PSOL apresenta propostas para o mandato

Ele defende menos impostos para os mais pobres e fim de regalias para políticos "carreiristas"

Candidato ao Senado, Professor Antônio pelo PSOL apresenta propostas para o mandato

Ele defende menos impostos para os mais pobres e fim de regalias para políticos "carreiristas"

O professor universitário Antônio Valmor de Campos é um dos candidatos do PSOL ao Senado por Santa Catarina. Ele visitou o jornal O Município na semana passada e falou sobre a plataforma da sua campanha e projeto do partido.

Antônio é professor na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e trabalhou por 20 anos na rede pública de ensino. É formado em Matemática, Biologia e Direito, além de ser mestre em Educação e doutor em Geografia. Já morou em Concórdia, Maravilha e Chapecó.

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O professor tem forte ligação com os movimentos sociais. Já foi da Pastoral da Juventude, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado (Sinte-SC) e de entidades estudantis. Foi também vereador em Maravilha, eleito em 2000 pelo PT.

Projeto para acabar com gastos

Antônio havia saído da vida partidária depois que foi vereador, mas resolveu voltar nessa eleição. Ele diz que escolheu concorrer ao Senado por um motivo claro: combater privilégios

“O Senado é o maior centro de privilégios que o país tem”, diz o candidato. Ele avalia que o Senado é um porto seguro para ex-governadores e políticos de carreira em busca de privilégios.

O candidato e o partido defendem um sistema unicameral, ou seja, o fim do Senado e a manutenção apenas da Câmara dos Deputados. “A Suíça é unicameral”, exemplifica o professor universitário.

Além de ser uma estrutura cara, Antônio diz que ter duas câmaras de discussão atrasa decisões. Ele destaca que existem projetos de lei há dez anos tramitando no Senado que não saem da gaveta.

No âmbito político, Antônio critica as aposentadorias para ex-governadores e os Tribunais de Contas, que, na visão dele, viraram uma garantia de aposentadoria para políticos de carreira sem mandato.

O candidato também diz que irá combater os “privilégios para os mais ricos concedidos por meio das isenções fiscais”. Segundo ele, o custo dessas isenções é de R$ 6 bilhões por ano somente em Santa Catarina.

“Os ricos, o 1% da população, praticamente não pagam imposto”, diz Antônio. Ele questiona se é justo um professor de Ensino Médio pagar o mesmo Imposto de renda que o grande empresário que tem rendimento de R$ 1 milhão.

Ainda neste campo empresarial, ele defende o programa do partido de taxar as grandes fortunas e lucros e dividendos. O professor afirma que os bancos lucraram R$ 13 bilhões neste ano, mas não são taxados sobre este valor.

Antônio avalia que são medidas benéficas para o país e que não terão o impacto negativo que se diz. “Ou distribuímos renda, ou continuamos um país colonial”, afirma.

Contra as reformas e o teto de gastos

O candidato é contra a reforma da Previdência. “Não resolvemos o problema dos privilégios”, rebate.

Ele cita como exemplo as “aposentadorias hereditárias”, herdadas por filhos e filhas de desembargadores e alguns militares de alta patente.

Antônio cita ainda o exemplo do ex-presidente José Sarney, que, segundo ele, tem direito a R$ 86 mil de aposentadoria, enquanto que os trabalhadores que contribuem ao INSS têm um teto muito mais baixo.

O candidato do PSOL também questiona o déficit alegado pelo governo federal. Ele afirma que 20% da arrecadação previdenciária do país vai para o pagamento da dívida, portanto, na visão dele, a União é a causadora do problema.

Apesar de ser contra a proposta de reforma que se apresenta há alguns meses, o candidato não refuta totalmente alteração no modelo. “Somos favoráveis, mas que se comece de cima para baixo”.

Já com relação à reforma trabalhista, Antônio é totalmente contra. “O que o governo militar não fez, a reforma trabalhista fez: acabar com a CLT”, afirma.

Ele acredita que o trabalho intermitente é prejudicial ao trabalhador que pode ter um salário tão baixo que não conseguirá pagar a previdência. Antônio, que também advogou na área do trabalho, diz que não é verdade que a Justiça trabalhista é pró-funcionário.

Outro alvo constante de críticas de diversos partidos de esquerda é o Teto de Gastos. Aprovado pelo Congresso Nacional, ele evita que o gasto público cresça acima da inflação.

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O candidato diz que o Teto é negativo e que projeções indicam que o país estará totalmente insustentável em 2020.

Cenário político estadual e nacional

Professor Antônio avalia que o percentual de pessoas que não sabem em quem votar é de 40%, portanto, as eleições estão abertas. Ele acredita que Leonel Camasão, candidato ao governo do estado pelo PSOL, tem conquistado eleitores com um discurso pró-trabalhador.

Questionado sobre o fato de o partido ter coligado somente com PCB, ele afirma que se trata de uma linha definida a favor dos trabalhadores. “Não tem como comer um banquete na casa do patrão e continuar a defender o trabalhador”.

Já com relação a Guilherme Boulos, candidato à presidência, ele reconhece que é difícil vencer no estado, mas tem mais abertura noutros locais. O candidato também questiona a divisão de tempo de TV, que privilegia os partidos maiores. Ele tem apenas 7 segundos.

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