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Raul Sartori

Jornalista graduado em Ciências Sociais, atua na imprensa catarinense há cerca de 40 anos - raulsartori@omunicipio.com.br

Candidatos ao governo do estado têm que se posicionar sobre extinção das ADRs

Raul Sartori

Jornalista graduado em Ciências Sociais, atua na imprensa catarinense há cerca de 40 anos - raulsartori@omunicipio.com.br

Candidatos ao governo do estado têm que se posicionar sobre extinção das ADRs

Raul Sartori

É hora!
Fazia tempo – aliás, anos! – para alguém expressar tanto otimismo com o futuro da economia brasileira de agora em diante como fez sexta-feira o economista-chefe do Banco Votorantim, Roberto Padovani, durante palestra para boa parte dos donos do PIB catarinense, na Federação das Indústrias de SC (Fiesc). Disse, até de forma pausada para realçar sua fala: “O momento agora é de estar preparado para o novo ciclo. Ponham na cabeça de vocês que a economia vai voar. O momento de investir é agora. Está barato!”.


Bandeira maior
Seja quem for e de qualquer partido ou coligação, o candidato a governador de SC não terá como se escapar: terá que se manifestar explicitamente, até antes do início da campanha, se é a favor ou não da extinção das atuais 35 Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs), que custaram quase R$ 500 milhões em 2016, só para manutenção (servidores, energia, aluguéis, etc.). Pré-candidatos já tem sido alvos de inquirições a respeito. Seja qual for a decisão, haverá embates e divisões, embora haja a percepção de que a maioria já tem clareza sobre uma situação: salvo raras exceções, tais estruturas estão consolidadas como um ótimo cabide de empregos para políticos derrotados. E poucos realmente trabalham.


Sem partido
O procurador de Justiça de São Paulo, Miguel Nagib, fundador e coordenador no país do movimento “Escola sem Partido” fez uma turnê de palestras no último final de semana, passando por Criciúma, Balneário Camboriú e hoje em Jaraguá do Sul. Seu recado é claro, sempre sem enfrentamento com quem pensa diferente: “O uso político e partidário do sistema educacional é uma violência, uma afronta e uma fraude ao regime democrático, porque favorece os partidos que disputam o poder na sociedade”. Sim, a sala de aula é um recinto consagrado à livre expressão de pensamento, mas não de direcionamento político-partidário.


Técnico x político
Há um curioso embate no momento, no qual o técnico se confronta com o político, com evidências de que o primeiro saia derrotado. É o caso da instalação de um hemocentro em Itajaí. O Hemosc, principal interessado, foi chamado a participar da discussão e considerou que no aspecto técnico o investimento não deve ser feito, mesmo porque nenhum hemocentro faz procedimento além de coleta e distribuição. Mas os políticos da região não gostaram nem um pouco da opinião. Não raro, coisas desse tipo, implicam, no final das contas, em milhões de desperdício de dinheiro público.


Além do preço
Outro lado perverso da judicialização da saúde: a Controladoria Geral da União constatou que em SC, só na compra de 180 mil cápsulas de dois tipos de pancreatina, remédio indicado para fibrose cística e problemas no pâncreas, a Secretaria Estadual de Saúde pagou 20% acima do limite máximo, com prejuízo de R$ 43,7 mil. A compra foi feita por decisão judicial, com prazos curtos e pré-determinados, sem tempo para se fazer tomadas de preços. Compras assim também afetam as combalidas prefeituras.


Caminho correto
Começou muito bem a discussão, via audiência pública, em Praia Grande, em torno daquele que deve se concretizar no futuro (e dizem que magnífico) Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul, envolvendo área de 5,7 mil km² de 19 municípios no extremo-sul do estado. Comoveu ouvir representantes de uma comunidade quilombola pedir que ela seja ouvida e preparada antes de se vender roteiros turísticos pois hoje, de tão humilde que é, não pode oferecer um cafezinho aos visitantes porque não têm xícaras.


Loteria do professor
O deputado federal Jorginho Mello (PR-SC) e o reitor da Udesc, Marcus Tomasi, darão entrevista coletiva, hoje, para explicar projeto, no Congresso Nacional, que autoriza cada estado a criar um loteria cuja receita se destinaria a premiar os melhores professores que, consequentemente, teriam influência na melhoria do nível das escolas públicas e dos seus alunos. Como a jogatina anda solta e clandestina, nada mal que se crie algo legal e com finalidade nobre.


Cao
Poucas personalidades catarinenses mereceram tanto como o que o Congresso Nacional fará amanhã, às 11 horas: uma sessão solene em homenagem póstuma a Luiz Carlos Cancellier de Olivo, ex-reitor da Universidade Federal de SC. Os requerentes são o senador Roberto Requião (PMDB-PR) e o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). Requião, a propósito, sugeriu “batizar” com o nome do ex-reitor o projeto de lei, do qual foi relator, que atualiza o crime de abuso de autoridade, aprovado no Senado em abril deste ano e em tramitação na Câmara.


DETALHES

Deve passar tranquilamente pelo plenário do Legislativo estadual importante projeto do deputado Neodi Saretta (PT) que cria em SC a campanha “Janeiro Branco”, para promover a conscientização da população para o tema da saúde mental.

Sim, de tirar crianças da sala, como diz Diogo Mainardi, o perdão de Caetano Veloso para os crimes de Lula porque ele “enfrentou a desigualdade”. O artista baiano disse para “O Globo”: “Os brasileiros têm o direito, talvez o dever, de desconfiar de moralizações que podem esconder evitação do enfrentamento do problema da desigualdade”.

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