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Carlos Renaux tenta conserto de holofotes, mas Brusque poderá jogar somente à tarde

Caso reparo não seja realizado a tempo, Bruscão pode jogar em outro estádio ou mudar horários de partidas

Carlos Renaux tenta conserto de holofotes, mas Brusque poderá jogar somente à tarde

Caso reparo não seja realizado a tempo, Bruscão pode jogar em outro estádio ou mudar horários de partidas

O problema na iluminação do Augusto Bauer pode ultrapassar aquela uma hora e quinze minutos de atraso na partida entre Brusque e Ceará. Isso porque, embora haja profissionais trabalhando para a recuperação dos holofotes que não apresentaram bom funcionamento na noite de quarta-feira, 7, ainda não há totais garantias de que a situação estará resolvida para os próximos compromissos do Bruscão.

Na próxima quinta-feira, 15, o Brusque enfrenta o Avaí em duelo marcado para 20h30, ou seja, mais uma ocasião em que a iluminação do Gigantinho será necessária. Segundo o presidente do Carlos Renaux, Renato Petruschky, há um forte trabalho voltado para a recuperação completa da iluminação. “Eu fiz uma reunião com o eletricista responsável pelo trabalho recente realizado no estádio. Ele falou que vai começar do zero a instalação dos holofotes, com fiação nova e reatores calibrados”.

Embora esteja otimista de que a situação se resolverá com a nova estratégia, Tato afirma ainda que há um plano B e um plano C. “Se ele não der jeito, na segunda-feira contrataremos uma empresa especializada no ramo para verificar a situação. Mas se mesmo assim não houver uma solução, o Brusque vai ter que jogar à tarde”, completa.

A partida contra o Ceará foi realizada com apenas dois dos nove holofotes do poste em funcionamento, mas somente porque o árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique deu condições de jogo – mesmo sob protestos da equipe alvinegra.

Motivos do apagão
Depois de críticas de parte da imprensa quanto à iluminação no Augusto Bauer na partida contra o Criciúma, dia 31 de janeiro, a diretoria do Carlos Renaux decidiu buscar soluções e melhorar a capacidade dos focos de luz. O eletricista contratado para o trabalho fez uma revisão completa, poste por poste.

Ele obteve sucesso em três dos postes. Nestes ele encontrou ausência de reatores – cada um dos nove holofotes necessita de um reator próprio, e havia postes com apenas sete reatores. De fato, a iluminação destes pontos foi calibrada, mas em um dos postes, próximo à entrada do Augusto Bauer, o que era para ser um conserto se tornou uma danificação.

Lá ele encontrou 13 reatores, ou seja, um excesso do item que limita a intensidade da corrente elétrica, sendo que alguns destes estavam em mal estado de conservação. Por bem, decidiu retirar os reatores inutilizados e deixar os bons. “Só que na hora de ativar, pela tarde, ele não ligou. Aí me falaram que eu poderia ficar tranquilo, que a solução viria. Mas infelizmente isso não aconteceu a tempo. É ruim, porque nossa intenção era melhorar o espetáculo, gastamos cerca de R$ 10 mil nessas reformas”, afirma Tato.

Mais próximo do horário do jogo, as diretorias de Carlos Renaux e Brusque tentaram acionar outros eletricistas, que reforçaram a equipe e, por fim, conseguiram pelo menos acender dois holofotes que foram suficientes sob a ótica de Marcelo de Lima Henrique.

Posição do Brusque
O presidente do Brusque, Danilo Rezini, lamentou o ocorrido. Para ele, houve uma demora na comunicação sobre o problema. “Nós somos parceiros do Carlos Renaux, porém eu fiquei sabendo da falta de iluminação somente por volta das 20h, quando cheguei ao estádio. Talvez se fossemos comunicados da situação antes poderíamos colaborar de alguma forma. Existe um contrato entre locador e locatário, no qual o locador se compromete em proporcionar condições de jogo. De qualquer forma entendemos que imprevistos acontecem. Queremos pedir desculpas à torcida e também aos veículos de imprensa”, afirma.

Agora, Rezini se reunirá com Tato para discutir os próximos passos. Caso precise alterar o horário da partida contra o Avaí, será necessária uma posição até 48 horas antes da hora oficial, ou seja, até 20h30 de terça-feira, 13. Segundo o presidente do quadricolor, existem as alternativas da alteração do horário e também da mudança do jogo para outro município. “Mas nós priorizamos totalmente o Augusto Bauer. Temos um contrato e queremos cumpri-lo”, completa.

A confusão antes da partida ocasionou, inclusive, um acidente com um dos eletricistas. Davi Alexandrino Gomes, de 33 anos, sofreu um choque elétrico. Ele descia uma escada e estava no degrau mais próximo ao solo no momento do acidente. O homem caiu e sofreu uma luxação no braço. Ele foi encaminhado ao Hospital Azambuja, mas em seguida liberado e passa bem.

Sobre possíveis punições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rezini se diz tranquilo. “Estamos sim em diálogo com nosso departamento jurídico, mas como a partida foi realizada sob a autorização do árbitro, acreditamos que não haverá punições”, completa.

O presidente do Bruscão reforçou ainda o que é um grande pedido dos próprios torcedores: a luta por um estádio próprio. “Nosso clube vem crescendo em visibilidade, recebendo grandes equipes do futebol nacional e competições importantes. Temos que contar com um estádio próprio, moderno e de maior capacidade, não menosprezando o Carlos Renaux, que é hoje um aliado do Brusque, nem o Augusto Bauer”.

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