Carlos Renaux tenta voltar ao futebol profissional, mas esbarra nas taxas da FCF

Diretoria tem planos para retornar em 2018 e já conta com espinha dorsal para o elenco

Carlos Renaux tenta voltar ao futebol profissional, mas esbarra nas taxas da FCF

Diretoria tem planos para retornar em 2018 e já conta com espinha dorsal para o elenco

Um dos clubes mais tradicionais do futebol de Santa Catarina vem batendo na trave no que diz respeito ao retorno à profissionalização. O Carlos Renaux, Vovô do Futebol Catarinense, tenta ano após ano voltar a competir, mas todas as investidas até agora foram frustradas.

Mesmo contando com estádio próprio, materiais para treino e até uma equipe base que disputa campeonatos amadores, o tricolor encontra dificuldade pelo caminho. O principal, como não poderia deixar de ser, é o financeiro. As altas taxas para a reativação das equipes perante a Federação Catarinense de Futebol (FCF) afugentam a diretoria.

Tricolor tomando corpo
O ano de 2017 foi de reestruturação no futebol adulto do Carlos Renaux. A diretoria apostou na chegada de Juliano Batista e Altair Heck, o Taico, para a comissão técnica. Os dois foram técnicos, respectivamente, de Cia do Esporte e Poço Fundo, equipes que chegaram às duas últimas decisões do Campeonato Municipal de Futebol Amador.

Com o conhecimento da dupla, o Carlos Renaux reforçou seu plantel, que era formado principalmente por jogadores saídos da base do Vovô, apostando em atletas mais experientes e até mesmo que já disputaram campeonatos profissionais.

Os resultados em campo vêm aparecendo, embora a presença de atletas que ainda contavam com registro no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF pouco tempo antes do início do amador de Brusque tenha ocasionado perda de pontos. Mas na Copa Krona, o elenco foi vice-campeão no último domingo. A competição envolveu times da região, e entre os semifinalistas, esteve também o Olaria, de Guabiruba. Além disso, o Vovô quer inscrever equipe na etapa regional do Campeonato Catarinense de Futebol Não Profissional.

“São R$ 90 mil, um valor que fica difícil de desembolsar. Pretendo visitar a FCF para dialogar sobre isso e tentar compreender melhor essa taxa, que consideramos alta”, Renato Petruschky, o Tato, presidente do Carlos Renaux, sobre a taxa cobrada para reativar o clube

Tudo isso tem a ver com a intenção do clube em voltar para os campeonatos oficiais por meio da terceira divisão do Catarinense. A equipe que está disputando estas competições seria a espinha dorsal para o time que disputaria a ‘terceirinha’. Contudo, a taxa para reativar o clube como profissional assustou Renato Petruchsky, o Tato, presidente do Carlos Renaux. “São R$ 90 mil, um valor que fica difícil de desembolsar. Pretendo visitar a FCF para dialogar sobre isso e tentar compreender melhor essa taxa, que consideramos alta”, completa.

Além disso, é ano de eleições no Carlos Renaux. Tato tem receio de desembolsar o valor e, caso não seja reeleito, a próxima gestão não dê continuidade ao projeto. Segundo o presidente, o sonho de voltar a fazer do tricolor um time profissional existe desde quando ele assumiu o cargo, há três anos. “Mas aí nós tinhamos mais de R$ 200 mil em dívidas, o que tornou inviável pensar em futebol profissional. Hoje a situação está bem melhor e podemos voltar a germinar essa ideia”, completa.

O presidente tricolor explica ainda que a manutenção do time em uma terceira divisão não seria problema. Para ele, os custos da competição, incluindo a folha salarial do elenco, são muito mais leves do que competições de maior nível. Nesta temporada, a Série C é competida entre cinco equipes, todos eles com estrutura inferior ao Vovô.

 

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