Casa de Brusque inicia elaboração de plano museológico

Equipe e comunidade definem diretrizes institucionais até o meio do ano; execução do planejamento dura até 2028

Casa de Brusque inicia elaboração de plano museológico

Equipe e comunidade definem diretrizes institucionais até o meio do ano; execução do planejamento dura até 2028

A Casa de Brusque realizou duas reuniões na última semana para a criação de seu plano museológico, uma ferramenta de gestão para os museus que abrange programas e projetos desde a organização de exposições à medidas de segurança. A elaboração do plano será realizada com recursos do Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura de 2017. O processo é obrigatório e fundamentado no Estatuto de Museus, lei 11.904/2009.

A primeira etapa começou com um planejamento institucional, com uma análise da atual situação do museu, após a qual serão definidas prioridades, oportunidades e objetivos da Casa de Brusque.

A partir de então, serão elaborados projetos e programas em diversas frentes, como institucional, gestão de pessoas, acervos, exposições, educação e cultura, pesquisa, arquitetura e urbanismo, segurança e financiamento, fomento, comunicação e acessibilidade, como define o Estatuto de Museus.

De acordo com a historiadora e secretária administrativa da Casa de Brusque, Luciana Pasa Tomasi, o plano deverá ser concluído na metade de 2018. Além de Luciana, integram a equipe titular do projeto uma restauradora, uma historiadora e uma profissional de relações públicas. Também serão iniciadas colaborações com outros museus para a definição do plano museológico. Após a elaboração completa, a fase seguinte é a execução do plano, que tem validade de dez anos. O plano completo estará disponível para a consulta da comunidade.

“Muitos museus de nível municipal, estadual e federal não possuem este plano, que já é uma exigência da lei. Foi muito bom termos sido contemplados, porque irá nos permitir participar de outros editais quando o plano museológico for requisito para as inscrições”, afirma Luciana.

Ela explica que a construção só iniciou em 2018 porque a verba de R$ 20 mil do Prêmio Elisabete Anderle foi depositada no fim de 2017, e ressalta a importância de participar de editais. “A Casa de Brusque sempre participa, porque é a forma de conseguirmos melhorias e desenvolvimento. Hoje, o município, com a Fundação Cultural de Brusque e a prefeitura, apenas possibilita a abertura.” O edital é feito pela Federação Catarinense de Cultura (FCC).

A Casa de Brusque já havia sido contemplada com o Prêmio Elisabete Anderle em 2014, quando, na ocasião, conseguiu fazer a digitalização de documentos do município desde sua fundação, em 1860, até 1891, no projeto “Digitalizar para Preservar: Digitalização dos Documentos Históricos da Colônia Brusque (1860-1881)”. Em 2017 a instituição também tentou buscar a verba para a catalogação completa do acervo com o prêmio, mas não teve sucesso neste ponto.

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