Casamentos auxiliam a movimentar setor hoteleiro em Brusque

Hotéis chegam a alugar cerca de 15 apartamentos para convidados de festas

Casamentos auxiliam a movimentar setor hoteleiro em Brusque

Hotéis chegam a alugar cerca de 15 apartamentos para convidados de festas

O ápice do movimento no setor hoteleiro de Brusque ocorre em paralelo à Festa Nacional do Jeep (Fenajeep), à Festa Nacional do Marreco (Fenarreco) e à Pronegócio. Durante os eventos, a maioria dos hotéis do município registra quase 100% de lotação. Para os outros períodos do ano, eventos menores, como festas de casamento, auxiliam a movimentar o setor.

No hotel Beira Rio, por exemplo, os meses de outubro e novembro registram hospedagem intensa devido aos matrimônios. Segundo Sandro Maestri, um dos sócios do local, é comum a presença de familiares de noivos e de noivas nos finais de semana dos últimos meses do ano.
“O pessoal costuma casar nessa época. Nos últimos períodos tivemos bastante lotação por causa de casamento. Nos finais de semana, é muito difícil não ter alguém que fique hospedado aqui que não vá a algum casamento”, afirma.

O alto número de migrantes no município também é um fator que auxilia na movimentação dos hotéis. No Beira Rio, os familiares e os amigos dos noivos costumam alugar, em média, três quartos. Quando algum dos noivos é migrante, por outro lado, o número aumenta para 10 quartos.

“Já aconteceu de alugarmos até 15 apartamentos para familiares e amigos de um noivo que era de fora”, afirma Maestri. “Durante o ano, esse tipo de mercado ajuda muito a manter o negócio, porque nos finais de semana comuns geralmente é mais fraco o movimento no nosso hotel. Mas quando tem casamento a gente consegue alojar mais pessoas e dá uma boa incrementada na faturamento mensal”, completa.

Inaugurado em 2015, o Innovare Executive Hotel também já atende o “mercado de casamentos”. A gerente do local, Lucia Elaine Pereira, afirma que o hotel recebe convidados em quase todos os finais de semana. No último, cerca de 15 quartos foram alugados para um casamento.

“Não é um movimento comparado a uma Fenajeep ou Fenarreco, mas sempre há pessoas procurando e alugando. Não temos um índice fechado porque estamos recentemente no mercado, mas já vimos que os eventos ajudam a manter o movimento do hotel”, explica Lucia.
Assim como a gerente do Innovare, a proprietária do hotel Gracher, Vânia Gracher Baran, também diz que não há como calcular a média mensal de ocupação em decorrência de casamentos. Ainda assim, ela diz que o mês de maio e os meses do fim do ano registram a maior procura.

“Já chegamos a ter ocupação de dez apartamentos para casamento. Outras vezes são apenas cinco apartamentos”, explica a proprietária. “Há épocas que acontece mais e outras que acontece menos. No final do ano a procura para casamentos é mais intensa em função das férias”, completa.

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