Caso Chico Wehmuth: Justiça nega habeas corpus a Sandra Maria Bernardes

Defensoria pública fez pedido alegando constrangimento ilegal por parte da Vara Criminal de Brusque

Caso Chico Wehmuth: Justiça nega habeas corpus a Sandra Maria Bernardes

Defensoria pública fez pedido alegando constrangimento ilegal por parte da Vara Criminal de Brusque

João Vítor Roberge‏

Sandra Maria Bernardes, condenada em primeira instância pelo assassinato do empresário Amílcar “Chico” Wehmuth por envenenamento pro chumbinho em 2014, teve habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC). A decisão foi tomada nesta terça-feira, 25.

O argumento da defensoria pública foi de que Sandra Maria Bernardes teria sofrido constrangimento ilegal por parte do Juízo da Vara Criminal da Comarca de Brusque. O fato de ela ter sido presa imediatamente, para a defesa, foi infundado e ofende a presunção de não culpabilidade.

O Tribunal de Justiça, baseado em precendentes, indeferiu o pedido liminar.

Sandra Maria Bernardes foi condenada em 12 de setembro de 2018 pelo Tribunal do Júri, no Fórum da Comarca de Brusque, em julgamento que durou quase 12h. Os jurados reconheceram por maioria (4×2) a materialidade do crime, e a responsabilidade de Sandra (4×0).

Ela era a companheira de Chico Wehmuth à época do assassinato. Ele foi envenenado na noite de sábado, 28 de junho de 2014. De acordo com o Ministério Público, ela matou o empresário por motivação financeira — herança e bens da vítima.

Wehmuth era um dos sócios da Quimisa S/A. Foi candidato a prefeito de Brusque em 2000 e secretário de Desenvolvimento Econômico entre 1991 e 1994. Também foi presidente do Brusque Futebol Clube no início dos anos 1990, quando o clube conquistou seu único título de campeão catarinense, em 1992.

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