Caso de Leishmaniose é confirmado em Brusque

Cães do município, principalmente do bairro Águas Claras, serão monitorados

Caso de Leishmaniose é confirmado em Brusque

Cães do município, principalmente do bairro Águas Claras, serão monitorados

O programa de Controle de Endemias de Brusque confirmou a leishmaniose visceral canina em um animal do bairro Águas Claras. O laudo do Laboratório Central (Lacen), confirmou a doença no cão, o qual foi realizado eutanásia.

Nessa terça-feira, 20, o veterinário Tiago Rodrigo Roza, colheu amostra do outro animal que habitava a mesma residência do cão doente, conforme recomenda o protocolo. O exame também será feito no Lacen e caso positivo a recomendação é de eutanásia para que não se propague uma epidemia de leishmaniose.

“Monitoraremos os cães do município, principalmente no bairro Águas Claras. Recomendamos que sejam usadas coleiras repelentes nos animais como prevenção, mas não há motivos para preocupação”, explica. Ele ressalta que este é o segundo caso de leishmaniose visceral canina em Brusque, o outro foi detectado em 2014, mas que até o momento não houve casos em humanos.

Saiba mais
A Leishmaniose Visceral Canina é uma doença transmitida pelo flebótomo também conhecido como mosquito-palha que, ao picar, introduz na circulação sanguínea do reservatório o protozoário do gênero Leishmania.

A doença não é contagiosa e a transmissão do parasita ocorre apenas por meio da picada do mosquito fêmea infectado. A maioria dos cães com Leishmania infantum não desenvolve sinais e sintomas clínicos aparentes da doença. Porém, quando esta se manifesta, os mais frequentes são: apatia (desânimo, fraqueza, sonolência); perda de apetite; emagrecimento progressivo; feridas na pele, no focinho, orelhas, articulações e cauda que demoram a cicatrizar; descamação e perda de pelos; crescimento exagerado das unhas; problemas oculares; diarreia com sangue e paresia dos membros posteriores.

O órgão destaca que se o animal apresentar algum desses sintomas é importante levá-lo a um médico veterinário de confiança, para que o mesmo faça exames complementares e caso suspeite de leishmaniose, entre em contato com a Vigilância Epidemiológica para uma investigação.

Perguntas e respostas sobre a doença:
Quando é que se deve suspeitar de leishmaniose visceral num cão?
Sempre que o cão apresentar o conjunto de sintomas da doença, ou seja, emagrecimento, descamação da pele, queda de pelos, desânimo, olhar triste, os olhos remelentos e as unhas crescem muito.

O cão pode estar com leishmaniose sem apresentar sintomas?
Sim. Nas áreas onde existe transmissão de leishmaniose visceral a maioria dos cães que se infectam não apresentam sintomas.

O que pode ser feito para proteger o cão contra a leishmaniose?
O principal modo de proteção é evitar que seja picado pelos flebótomos (mosquitopalha). Por isso é recomendado utilizar coleiras impregnadas com Deltametrina a 4%. As coleiras devem ser utilizadas em todos os cães, mesmo naqueles que tiverem sido vacinados.

É importante ressaltar que o uso das coleiras não pode ser interrompido. Elas devem ser sempre substituídas quando perderem o prazo de validade.

* Com informações Dive – SC

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