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José Francisco dos Santos

Mestre e doutor em Filosofia pela PUC/SP, é professor na Faculdade São Luiz e Unifebe, em Brusque e Faculdade Sinergia, em Navegantes/SC e funcionário do TJSC, lotado no Forum de Itajaí/SC.

Cavalo de Troia

José Francisco dos Santos

Mestre e doutor em Filosofia pela PUC/SP, é professor na Faculdade São Luiz e Unifebe, em Brusque e Faculdade Sinergia, em Navegantes/SC e funcionário do TJSC, lotado no Forum de Itajaí/SC.

Cavalo de Troia

José Francisco dos Santos

A cidade de Troia resistiu bravamente ao cerco dos gregos, graças à sua poderosa muralha. Os gregos fingiram ir embora, deixando um enorme cavalo de madeira em homenagem aos troianos. Estes levaram o “presente” para dentro e, depois de se embriagarem na comemoração da vitória, os gregos saíram de dentro do cavalo, abriram os portões e a cidade foi invadida e destruída. O cavalo de Troia simboliza a estratégia do invasor, que “é convidado” a adentrar o território inimigo, e também o invadido, que baixa a guarda, deixando que o inimigo se instale dentro de si.

Lembrei-me do cavalo ao reler o famoso “Decálogo” atribuído a Lênin, cujo objetivo era “minar” a estrutura da sociedade e permitir que os comunistas chegassem ao poder. O primeiro item é: “Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual”. Não me interessa se o autor é ou não o próprio Lênin. O fato é que, há décadas, vivemos os efeitos dessa regra.

Na década de 1960, começou um movimento em prol da liberdade sexual, culpando a religião e a sociedade tradicional pela repressão que se exercia sobre os jovens. Os efeitos da liberdade sexual já eram percebidos na década de 1970. O Pe. Zezinho, com muita propriedade, já alertava sobre isso naquela época, apontando como os jovens estavam desorientados e se perdendo nas ilusões de liberdade que lhes eram apresentadas. Pouca gente, no entanto, deu atenção às suas palavras. Hoje, temos crianças e adolescentes que não tem ideia do que é “pretérito imperfeito”, mas certamente já aprenderam, na escola, como colocar uma camisinha. Todos parecem apreciar o presente que a história lhes deu, e não percebem que se trata de um cavalo oco, que esconde dentro de si inimigos poderosos. Essa liberdade sexual, aliada à decadência dos sistemas de ensino e da autoridade familiar, inoculou na alma das pessoas um vírus poderoso, que mina sua força moral. Essa terrível fraqueza espiritual mostra a cara no mundo do trabalho. Nunca se viu tanta gente preguiçosa e desleixada, amparada por direitos e garantias sem conta, que apavoram as empresas. Nas escolas e universidades, o números de analfabetos funcionais e gente totalmente desconectada da realidade é assustador. Além disso, os relacionamentos estão cada vez mais deteriorados, e as famílias já nascem marcadas por essa deterioração, porque o verdadeiro amor conjugal já se tornou praticamente um mito. Não é mais possível deixar de enxergar que estamos sendo vítimas desse HIV moral, que solapa nossas estruturas. Será que ainda é possível reconstruir nossas defesas?

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